3° Traço de maturidade: Prevalência do amor oblativo
"Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos" (Jo 15, 13) Este é o terceiro taço de maturidade humana: prevalência do amor oblativo.
Oblatividade do latim oblatus, que significa oferenda. Portanto, entendemos aqui oblatividade como oferenda de si ao outro. Isso implica numa conduta generosa e altruísta, na qual a pessoa se esquece de si mesma e ama, fazendo com que o amor seja significativamente desinteressado e gratuito.
É pela oblatividade que se mede o amor, e através dela se revela sua autenticidade. Porque aquele que não se esquece de si, que não se oferece, não ama. A única prova confiável de amor maduro será o crescimento e a libertação da pessoa amada.
Simultaneamente, o amor-doação se constitui na negação radical de todo egoísmo. Só o ser que atingiu um certo grau de maturidade humana está capacitado para esta doação de si mesmo, que define a expressão do amor. Se amor é doação, a pessoa frustada no amor não será precisamente aquela que "não recebe", e sim aquela que "não se dá ".
O adulto "se dá aos outros". É esta a única forma não neurótica para enfrentar a solidão, problema essencial a todo ser humano. Ao invés, a criança sente uma necessidade irresistível e imprescindível de receber amor. É egocêntrica essencialmente. O adolescente, por sua vez, no seu caminho de amadurecimento, é capaz de se entregar com grande generosidade, porém, quase sempre, "procurando se a si mesmo".
Existem diversas etapas na vida do ser humano que lhe vão preparando para atingir a possibilidade de viver o amor maduro. Todas deverão ser vividas em plenitude. Se isso não acontece, mais cedo ou mais tarde, se notarão as conseqüências em formas e atitudes de vida desajustadas. Para chegar ao amor maduro e enriquecedor, devemos percorrer um longo caminho...
O caminho do amor:
Simultaneamente, o amor-doação se constitui na negação radical de todo egoísmo. Só o ser que atingiu um certo grau de maturidade humana está capacitado para esta doação de si mesmo, que define a expressão do amor. Se amor é doação, a pessoa frustada no amor não será precisamente aquela que "não recebe", e sim aquela que "não se dá ".
O adulto "se dá aos outros". É esta a única forma não neurótica para enfrentar a solidão, problema essencial a todo ser humano. Ao invés, a criança sente uma necessidade irresistível e imprescindível de receber amor. É egocêntrica essencialmente. O adolescente, por sua vez, no seu caminho de amadurecimento, é capaz de se entregar com grande generosidade, porém, quase sempre, "procurando se a si mesmo".
Existem diversas etapas na vida do ser humano que lhe vão preparando para atingir a possibilidade de viver o amor maduro. Todas deverão ser vividas em plenitude. Se isso não acontece, mais cedo ou mais tarde, se notarão as conseqüências em formas e atitudes de vida desajustadas. Para chegar ao amor maduro e enriquecedor, devemos percorrer um longo caminho...
O caminho do amor:
A) lnfância: amor receptivo
B) Adolescência: treino para o amor
C) Juventude: experiência do amor
D) Idade adulta: maturidade, a vida do amor
{mospagebreak}A) Infância: amor receptivo
É uma etapa importantíssima. A criança não pode dar se porque ainda não se possui. Só pode receber. Se esta etapa não for bem vivida poderá produzir marcas de difícil recuperação, sendo o principal sintoma a carência afetiva.
Contudo, a criança que vivência na sua infância no contato e convivência com os adultos o amor de presença, equilibrado e enriquecedor, estará dando seus primeiros passos, firmes e seguros, na caminhada para o amor maduro.B) Adolescência: treino para o amor
A adolescência se constitui num processo perturbador de descobrimento do próprio corpo, dos próprios sentimentos e emoções e na descoberta do outro sexo, com todos os apelos conseqüentes: atração, excitação, necessidade irreprimível de relacionamentos interpessoais, como resposta afetiva e sexual. Tudo isso com freqüência, é experimentado de maneira traumaticamente confusa se não houver, nessa conjuntura, um acompanhamento cordial que facilite a libertação e a integração pessoal válida e criadora do instintos, interesses e sentimentos.
As relações humanas se estabelecem a partir dos princípios de disponibilidade e continuidade, confiança e previsibilidade, e tais condições se verificam na relação criança genitor e no matrimônio, porque aí reside a possibilidade de apoio, do cuidado e do crescimento. Pelo contrário, as relações passageiras e casuais são cheias de incertezas e ansiedades, sob a sombra do medo de perder aquela estabilidade que é base necessária para o desenvolvimento das relações humanas.
B) Adolescência: treino para o amor
C) Juventude: experiência do amor
D) Idade adulta: maturidade, a vida do amor
{mospagebreak}A) Infância: amor receptivo
É uma etapa importantíssima. A criança não pode dar se porque ainda não se possui. Só pode receber. Se esta etapa não for bem vivida poderá produzir marcas de difícil recuperação, sendo o principal sintoma a carência afetiva.
Contudo, a criança que vivência na sua infância no contato e convivência com os adultos o amor de presença, equilibrado e enriquecedor, estará dando seus primeiros passos, firmes e seguros, na caminhada para o amor maduro.B) Adolescência: treino para o amor
A adolescência se constitui num processo perturbador de descobrimento do próprio corpo, dos próprios sentimentos e emoções e na descoberta do outro sexo, com todos os apelos conseqüentes: atração, excitação, necessidade irreprimível de relacionamentos interpessoais, como resposta afetiva e sexual. Tudo isso com freqüência, é experimentado de maneira traumaticamente confusa se não houver, nessa conjuntura, um acompanhamento cordial que facilite a libertação e a integração pessoal válida e criadora do instintos, interesses e sentimentos.
As relações humanas se estabelecem a partir dos princípios de disponibilidade e continuidade, confiança e previsibilidade, e tais condições se verificam na relação criança genitor e no matrimônio, porque aí reside a possibilidade de apoio, do cuidado e do crescimento. Pelo contrário, as relações passageiras e casuais são cheias de incertezas e ansiedades, sob a sombra do medo de perder aquela estabilidade que é base necessária para o desenvolvimento das relações humanas.
A relação sexual é um dom mediante o qual duas pessoas selam, em privado e público, a recíproca doação de todo o seu ser. Enquanto ambas não estiverem prontas para isso, a relação sexual não pode ser mais que uma parcial expressão de si mesmos e, geralmente, não passa de meio para sanar algum outro conflito na vida.
Um diálogo que compreende, que ajuda a compreender o problema, que acompanha com atenção a pessoa, que estimula a crescer sem comprometer a plenitude da própria sexualidade do outro ou da outra, está em condições de ajudar o adolescente a resolver seus problemas e superar eventuais carências afetivas anteriores e superar opções aparentemente evidentes ("todo mundo faz", "é normal") em nossa sociedade toda impregnada de permissividade e hedonismo.
É a partir destas colocações que consideramos a adolescência, simultaneamente com a puberdade, como um momento de singular e fundamental importância para o estabelecimento correto das bases para um posterior dialogo amoroso, adulto e maduro. Por esse motivo chamamos esta etapa de "treino para 0 amor".
O treinamento para o amor se dá por meio de uma amizade heterossexual sadia e enriquecera. O interesse pelos "outros" deve ser uma preparação para uma doação maior, preparação que se dá mediante pequenas doações, na entrega de si mesmo, no enriquecimento e crescimento pessoal, na abertura para as diferenças características do outro sexo e para as diferenças sexuais.
É a partir destas colocações que consideramos a adolescência, simultaneamente com a puberdade, como um momento de singular e fundamental importância para o estabelecimento correto das bases para um posterior dialogo amoroso, adulto e maduro. Por esse motivo chamamos esta etapa de "treino para 0 amor".
O treinamento para o amor se dá por meio de uma amizade heterossexual sadia e enriquecera. O interesse pelos "outros" deve ser uma preparação para uma doação maior, preparação que se dá mediante pequenas doações, na entrega de si mesmo, no enriquecimento e crescimento pessoal, na abertura para as diferenças características do outro sexo e para as diferenças sexuais.
Todo este caminho de descoberta é válido e libertador quando orientado por valores eminentemente construtivos: conhecimento, compreensão e aproximação marcados pela procura das realidades mais profundas, no que diz respeito aos aspectos afetivos, emocionais, psicológicos...C) Juventude: experiência do amor
A etapa de experiência do amor situa se na juventude, uma fase do desenvolvimento humano que já permite decisões e opções mais maduras. Esta experiência é mais facilmente alcançada, representando um seguro alicerce para edificação do amor maduro, quando for fruto de uma adolescência ia vivida em to da sua exuberância e riqueza de descobertas , minimizadas as repressões e medos.
A etapa de experiência do amor situa se na juventude, uma fase do desenvolvimento humano que já permite decisões e opções mais maduras. Esta experiência é mais facilmente alcançada, representando um seguro alicerce para edificação do amor maduro, quando for fruto de uma adolescência ia vivida em to da sua exuberância e riqueza de descobertas , minimizadas as repressões e medos.
O amor não mostra seu rosto secreto de imediato e fora do contexto em que pode crescer e amadurecer, somente num ambiente de fidelidade, devoção, abertura, respeito e perdão reciproco. A experiência do namoro não significa ainda amor, porque a experiência do amor começa quando se vive o encontro pessoal que ajuda os dois parceiros a viverem na paz, na harmonia com todos os componentes da personalidade; quando faz nascer a alegria de compartilhar, de confiar um no outro, de entrar juntos num caminho de crescimento.
O noivado é uma etapa importante dessa caminhada por ser o tempo do conhecimento mais verdadeiro, das diversas tonalidades, da ternura sem que esta ainda se traduza, para se tornar uma verdadeira e plena promessa de amor, uma repentina conclusão erótico-sexual. Um ajuda o outro a dar espaço a um "algo mais", percebido como a garantia de continuidade e fidelidade, como uma promessa de que mais cedo ou mais tarde as aspirações terão o selo da plenitude e da realização.
O jovem, a partir da experiência do diálogo sexual, pode elaborar e estabelecer seu projeto de vida com bases firmes e confiáveis e estar capacitado para uma opção de vida de promissora estabilidade e permanência. Este é o ideal almejado. A possibilidade de organizar o diálogo sexual de forma eminentemente construtiva dependerá, em última análise, da filosofia e eficácia do processo educativo. Só uma educação libertadora pelo amor e para o amor conseguirá imunizar o jovem perante as influências extremamente negativas de muitos condicionamentos sexuais.D) Idade adulta: vida do amor
"Por isso deixará o homem o pai e a mãe e se unirá à sua mulher, e serão os dois uma só carne. Grande é este mistério. Quero referir me a Cristo e a sua Igreja (Ef 5, 31 32). São Paulo alude aqui a dialética desapego-separação do filho em relação aos pais, à dinâmica do crescimento na identidade pessoal e da formação de novos laços afetivos os quais podem desembocar no matrimônio, numa união que simboliza e reflete a total doação de Cristo a seu como que é a Igreja.
Essa caminhada, cujas características mais significativas acabamos de analisar, tende a desembarcar na "vida do amor": vida determinada pela entrega de todo o ser ao outro e a outros, num processo dinâmico e habitual de integração interpessoal. Um matrimônio para chegar a realizar-se plenamente, exige a inteireza da relação, e esta exige continuidade, confiança, previsibilidade. A continuidade ajuda a resolver os conflitos, os problemas de agressão e alienação que se verificam em qualquer casal que tende à harmonia e à comunhão do amor através do perdão, da reparação, do aumento da compreensão recíproca para evitar novos conflitos.
O jovem, a partir da experiência do diálogo sexual, pode elaborar e estabelecer seu projeto de vida com bases firmes e confiáveis e estar capacitado para uma opção de vida de promissora estabilidade e permanência. Este é o ideal almejado. A possibilidade de organizar o diálogo sexual de forma eminentemente construtiva dependerá, em última análise, da filosofia e eficácia do processo educativo. Só uma educação libertadora pelo amor e para o amor conseguirá imunizar o jovem perante as influências extremamente negativas de muitos condicionamentos sexuais.D) Idade adulta: vida do amor
"Por isso deixará o homem o pai e a mãe e se unirá à sua mulher, e serão os dois uma só carne. Grande é este mistério. Quero referir me a Cristo e a sua Igreja (Ef 5, 31 32). São Paulo alude aqui a dialética desapego-separação do filho em relação aos pais, à dinâmica do crescimento na identidade pessoal e da formação de novos laços afetivos os quais podem desembocar no matrimônio, numa união que simboliza e reflete a total doação de Cristo a seu como que é a Igreja.
Essa caminhada, cujas características mais significativas acabamos de analisar, tende a desembarcar na "vida do amor": vida determinada pela entrega de todo o ser ao outro e a outros, num processo dinâmico e habitual de integração interpessoal. Um matrimônio para chegar a realizar-se plenamente, exige a inteireza da relação, e esta exige continuidade, confiança, previsibilidade. A continuidade ajuda a resolver os conflitos, os problemas de agressão e alienação que se verificam em qualquer casal que tende à harmonia e à comunhão do amor através do perdão, da reparação, do aumento da compreensão recíproca para evitar novos conflitos.
A confiança ajuda a superar a preocupação de perder o parceiro, a ameaça de ser por ele abandonado, perder seu afeto e ter que recomeçar da estaca zero uma nova relação íntima. A previsibilidade dá forças para a caminhada que precisa ter margens seguras de elaboração de projetos, para que seja fonte de ulteriores desenvolvimentos, a partir de alguma coisa conhecida, vivida e realizada em comum.Observação:
Refletir: como costumam ser marcados os meus relacionamentos afetivos (ciúmes, sentimentos de posse, submissão exagerada, insegurança afetiva...)? Deveria existir um "termômetro" que medisse a capacidade de amor oblativo nas pessoas, e este aprovaria ou reprovaria os jovens para o passo do casamento. O matrimônio exige o amor oblativo.
Refletir: como costumam ser marcados os meus relacionamentos afetivos (ciúmes, sentimentos de posse, submissão exagerada, insegurança afetiva...)? Deveria existir um "termômetro" que medisse a capacidade de amor oblativo nas pessoas, e este aprovaria ou reprovaria os jovens para o passo do casamento. O matrimônio exige o amor oblativo.
Observar a sua situação de vida a luz do que foi apresentado e refletir no grau de doação pessoal nos relacionamentos de namoro ou noivado ou casamento.
Ministério Jovem - RCC Brasil
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