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segunda-feira, 28 de setembro de 2009





   Como entender Cristo na Hóstia Consagrada

                 Só Deus pode 'transubstanciar'

Em todo ser há um conjunto de coisas que podem mudar, como o tamanho, a cor, o peso, o sabor, etc., e um substrato permanente que, conservando-se sempre o mesmo, caracteriza o ser, que não muda. Esse substrato é chamado substância, essência ou natureza do ser. Em qualquer pedaço de pão há coisas mutáveis: a cor, tamanho, gosto, o sabor, a posição, sem que a substância que as sustenta mude; esta substância ninguém vê; mas é uma realidade. Assim, há homens de cores diferentes, feições diferentes, etc.; mas todos possuem uma mesma substância: uma alma humana imortal, que se nota pelas suas faculdades, as quais os animais não têm: inteligência, liberdade, vontade, consciência, psique, entre outros.
Quando as palavras da consagração são pronunciadas sobre o pão, a substância deste muda ou se converte totalmente em substância do Corpo humano de Jesus (donde o nome "transubstanciação"), ficando, porém, os acidentes externos (aparências) do pão (gosto, cor, cheiro, sabor, tamanho, etc.); sendo assim, sem mudar de aparência, o pão consagrado já não é pão, mas é substancialmente o Corpo de Cristo. O mesmo se dá com o vinho; ao serem pronunciadas sobre ele as palavras da consagração; sua substância se converte na do Sangue do Senhor, pelo poder da intervenção da Onipotência Divina.
Isso explica como o Corpo de Cristo pode estar simultaneamente presente em diversas hóstias consagradas e em vários lugares ao mesmo tempo. Jesus não está presente na Eucaristia segundo as suas aparências, como o tamanho ou a localização no espaço. Uma vez que os fragmentos de pão se multiplicam com a sua localização própria no espaço; assim onde quer que haja um pedaço de pão consagrado, pode estar de fato o Corpo Eucarístico de Cristo.
Uma comparação: quando você olha para um espelho, aí você vê a imagem do seu rosto inteiro; se quebrá-lo em duas ou mais partes, a sua imagem não se quebrará com o espelho, mas continuará uma imagem inteira em cada pedaço.
É preciso, então, entender que a presença de Cristo Eucarístico pode se multiplicar, sem que o Corpo do Senhor se multiplique. Isso faz com que a presença do Cristo Eucarístico possa multiplicar (sem que o Corpo d'Ele se multiplique) se forem multiplicados os fragmentos de pão consagrados nos mais diversos lugares da Terra. Não há bilocação nem multilocação do Corpo de Cristo.
O Corpo de Cristo, sob os acidentes do pão, não tem extensão nem quantidade próprias; assim não se pode dizer que a tal fragmento da hóstia corresponda tal parte do Corpo de Cristo. Quando o pão consagrado é partido, só se parte a quantidade do pão, não o Corpo de Jesus.
Assim muitas hóstias e muitos fragmentos de hóstia não constituem muitos Cristos – o que seria absurdo – , mas muitas "presenças" de um só e mesmo Cristo. Analogamente a multiplicação dos espelhos não multiplica o objeto original, mas multiplica a presença desse objeto; também a multiplicação dos ouvintes de uma sinfonia não multiplica essa sinfonia, mas apenas a presença desta.
Por essas razões, quando se deteriora o Pão Eucarístico por efeito do tempo, da digestão ou de um outro agente corruptor, o que se estraga são apenas os acidentes do pão: quantidade, cor, figura, entre outros, e nesse caso, o Corpo de Cristo deixa de estar presente sob os Véus Eucarísticos; isso porque Nosso Senhor Jesus Cristo quis que, nas espécies ou nas aparências de pão e vinho, garantir a Sua presença sacramental, e não nas de algum outro corpo.
A fé católica ensina uma conversão total e absoluta da substância do pão na do Corpo de Cristo; o Concílio de Trento rejeitou a doutrina de Lutero, que admitia a “empanação” de Cristo: empanação, segundo a qual permaneceriam a substância do pão e a do vinho junto com a do Corpo e a do Sangue de Cristo; o pão continuaria a ser realmente pão (e não apenas segundo as aparências), o vinho continuaria a ser realmente vinho (e não apenas segundo as aparências), de tal sorte que o Corpo de Cristo estaria como que “revestido” de pão e vinho. Para o Concílio de Trento e, para a fé católica, esse tipo de presença de Cristo na Eucaristia é insuficiente; é preciso dizer que o pão e o vinho, em sua realidade íntima (substância), deixam de ser pão e vinho para se tornarem a realidade mesma do Corpo e do Sangue de Cristo.
Assim como na criação acontece o surgimento de todo o ser, também na Eucaristia há a conversão de todo o ser. Essa “conversão de todo o ser” é “conversão de toda a substância” ou “transubstanciação”.
Assim como só Deus pode criar (tirar um ser do nada), só Deus pode “transubstanciar”; ambas as atividade supõem um poder infinito que só o Senhor tem.
Para entender um pouco melhor o milagre da Transubstanciação podemos dizer ainda o seguinte: No milagre da Multiplicação dos Pães, Jesus mudou apenas a espécie do pão (no caso a quantidade), mas não mudou a sua natureza, continuou sendo pão. Quando Ele fez o milagre das Bodas de Caná, mudou a natureza da água (passou a ser vinho) e mudou também a sua espécie (cor, sabor, etc); no milagre da Transubstanciação, o Senhor muda apenas a natureza do pão e do vinho (passam a ser seu Corpo e Sangue) sem mudar a espécie (cor, sabor,cheiro, tamanho, etc.).

Tudo por amor a nós; Ele, o Rei do universo, se faz pequeno, humilde, indefeso... nas espécies sagradas do pão e do vinho, para ser nosso alimento, companheiro, modelo, exemplo, força, consolação...

Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com
Prof. Felipe Aquino, casado, 5 fihos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de Aprofundamentos no país e no exterior, já escreveu 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Trocando Idéias". Conheça mais em Blog do Professor Felipe
Site do autor: http://www.cleofas.com.br/



segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Como fazer uma boa confissão?

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Um dia Santa Teresa viu muitas almas caindo no inferno. Ela perguntou a Jesus por que aquelas almas caíam no inferno. Jesus respondeu: ´Por causa das confissões mal feitas´. Então Santa Teresa escreveu logo a um padre: ´Padre, pregue muitas vezes contra as confissões mal feitas, porque é esse o laço do demônio para pegar as almas´.

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1. Eu Me Esclareço

Confissão é o meio certo de eu receber o perdão de meus pecados. Foi Jesus quem deu aos padres o poder de perdoar os nossos pecados. Jesus falou: ´A quem vocês perdoarem os pecados, os pecados serão perdoados´ (Jo 20,19´23). Só a confissão bem feita é que perdoa os pecados. Para a confissão ser bem feita, eu preciso:

· do EXAME para eu achar os meus pecados;

· do ARREPENDIMENTO para eu ter mágoa de ter desobedecido a Deus (Lc 18,13; Mt 26,75; Lc 15,21);

· do PROPÓSITO e da vontade séria de não querer pecar mais;

· da CONFISSÃO para eu contar meus pecados ao padre;

· da SATISFAÇÃO para eu rezar aquilo que o padre mandar. PECADO ESQUECIDO na confissão fica perdoado se eu fiz bem o Exame de Consciência. PECADO ESCONDIDO na confissão não fica perdoado, eu não posso comungar e tenho de fazer outra confissão. Está errado pôr comida limpa em prato sujo. Está errado receber Jesus num coração sujo de pecado grande. Primeiro a gente lava o prato e depois põe a comida. Primeiro eu tenho de lavar minha alma com uma confissão bem feita e depois ir receber a Jesus na Hóstia (São Paulo, na 1ª Carta aos Corínthios, cap. 11, 23´29, nos lembra disso).

2. Reconhecer-se Pecador

´Se dissermos que não temos pecado, enganamos a nós mesmos e a verdade não está em nós. Se confessarmos nossos pecados, Deus é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a culpa´ (1Jo 1,8´9). O pecado é aquele egoísmo que vai tomando conta de nós e faz com que negligenciemos os nossos deveres para com Deus e para com os outros (pecado social) e até para conosco mesmos.
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3. Exame de Consciência

1. deixei de rezar de manhã, de tarde e de noite?

2. faltei à S.Missa aos domingos (ao culto dominical)?

3. na Santa Missa fiquei de fora da Igreja?

4. fui à Santa Missa só para agradar a meus pais, à namorada?

5. fui à Santa Missa com roupas indecentes?

6. por minha culpa, cheguei tarde à Santa Missa?

7. por minha culpa, rezei mal, conversei na Igreja?

8. deixei de estudar a Religião?

9. duvidei de alguma verdade da Religião?

10. tive vergonha de praticar minha Religião?

11. perdi a fé em Deus?

12. fui ao espiritismo, macumba ou benzedeiras?

13. acreditei em horóscopo, acreditei em Iemanjá?

14. falei o NOME DE DEUS sem respeito?

15. jurei por Deus? Jurei falso?

16. blasfemei ou disse palavras injuriosas contra Deus?

17. fiz promessa e depois não quis cumprir?

18. não fiz a Páscoa? (confissão e comunhão)

19. sem necessidade, trabalhei nos domingos?

20. desobedeci, fui malcriado, xinguei meus pais?

21. com meu mau comportamento, entristeci meus pais?

22. pensei mal dos outros? Falei mal dos outros?

23. falei mentiras, fiz fofocas, fiz intrigas?

24. caluniei os outros em coisa grave?

25. roguei praga nos outros?

26. briguei sério com os outros?

27. guardei raiva, pensei em vingança?

28. xinguei os outros com palavras pesadas?

29. bati gravemente nos outros?

30. desejei um grande mal aos outros?

31. fui culpado do pecado dos outros?

32. convidei os outros para pecar?

33. maltratei os animais?

34. por querer, olhei e pensei coisas indecentes?

35. conversei e li coisas indecentes?

36. não afastei os desejos de fazer coisas indecentes?

37. fiz atos indecentes no meu corpo?

38. fiz atos indecentes com pessoas solteiras? Casadas?

39. tirei a honra de alguma menina?

40. provoquei os rapazes para fazer coisas indecentes comigo?

41. usei roupas indecentes?

42. assisti a filmes e novelas indecentes?

43. tomei parte em divertimentos perigosos para a minha moral?

44. namorei sem querer casar com a pessoa?

45. já pedi prova de amor à minha namorada?

46. já me entreguei ao meu namorado?

47. namorei pessoas casadas ou divorciadas?

48. tomei pílulas para não ficar grávida?

49. evitei filhos por meios proibidos pela Igreja?

50. liguei as trompas?

51. fiz aborto? (*)

52. aconselhei e ajudei alguém a abortar? (*)

53. roubei coisa importante e ainda não restituí?

54. comprei coisa roubada e ainda não entreguei ao dono?

55. dei prejuízo grande aos outros e ainda não paguei?

56. comprei e não paguei, pedi emprestado e não devolvi?

57. gastei dinhero à toa, fui ganancioso?

58. fui guloso, bebi e fiquei embriagado?

59. fumei maconha? Tomei bolinha? Usei outro tipo de droga?

60. por querer, abandonei os estudos ou o emprego?

61. vivo vadiando sem querer fazer nada?

62. fiz confissão mal feita e não reparei?

63. por querer, comunguei em pecado grave?

64. pequei, dizendo antes de pecar: ´depois vou me confessar´?

(*) ´ A Igreja considera o aborto provocado, qualquer que seja o método ou técnicas caseiras, um pecado gravíssimo. Impõe a excomunhão a todos os que tomam parte nele, consciente e voluntariamente (mulher, marido, amante, pai, familiares, médicos, farmacêuticos, enfermeiras, parteiras, etc.) ´ Código do Direito Canônico, Cân. 1398.

4. Eu Me Confesso

Depois do EXAME, eu rezo assim:

´Meu Deus, venho pedir perdão de meus pecados. Imploro vossa Misericórdia e vossa Graça para fazer uma boa confissão. Enviai´me o Espírito Santo para conhecer quanto pequei, as suas causas e os meis de os evitar. Amém.´
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· Depois eu vou ao padre;

· O padre vai me perdoar em nome de Deus.

5. Eu Rezo o Ato de Contrição

´Meu Jesus, Crucificado por minha culpa, estou muito arrependido de ter pecado, pois ofendi a Vós, que sois tão bom, e mereci ser castigado neste mundo e no outro. Mas perdoai´me, Senhor, não quero mais pecar.´

6. Vou Mudar de Vida

· Vou rezar todos os dicas (Sermão da Montanha, Mt 6,6´13);

· Vou reler os Mandamentos (Jesus e o jovem, Lc 18,18´23);

· Vou seguir Jesus (Jo 14,15´17);

· Vou ler um bom livro (2Tim 3,16);

· Vou me confessar muitas vezes por ano.

7. Jesus Me Aconselha

· Filho, você pecou? Não volte ao pecado (Jo 8,11);

· Não faça o mal, e ele não cairá sobre você;

· Honre seu pai, para descer sobre você a minha bênção;

· Não despreze os conselhos de sua mãe (prov. 1,8);

· FUJA DO PECADO, como se foge de uma cobra (Mt 26,41).

Marcelo Braga.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Exaltação à Santa Cruz

A cruz tornou-se motivo de glória


A Festa da Exaltação da Santa Cruz é celebrada no dia 14 de setembro, recordando a doação definitiva de Jesus Cristo. A Cruz de Jesus é um mistério de Deus desde toda a eternidade e já foi manifestada a nós. A cruz, antes de tudo, é uma manifestação de amor, o grande mistério do derramamento do Espírito Santo. Quando o fiel olha para a Cruz de Cristo, ele vê o sacrifício. Não compare sacrifício com tristeza; o sacrifício é reflexo de Cristo.


A Festa da Exaltação da Santa Cruz é a Festa da Exaltação do Cristo vencedor. Para nós cristãos, o lenho sagrado é o maior símbolo de nossa fé. Quando somos apresentados à comunidade cristã, na cerimônia batismal, o primeiro sinal de acolhida é o sinal da cruz traçado em nossa fronte pelo ministro, pais e padrinhos, sinalando-nos para sempre com Cristo.


Celebrando a Festa da Santa Cruz, juntamente com o Crucificado somos elevados para o alto. Tão grande é o valor do madeiro sagrado, que quem o possui, possui um tesouro. Eu chamo-o justamente de tesouro, porque é, na verdade, de nome e de fato, o mais precioso de todos os bens. Nele está a plenitude da nossa salvação e por ele regressamos à dignidade original.


Foi na Cruz que Jesus Cristo ofereceu ao Pai o Seu Sacrifício. Por isso, é justo que veneremos o sinal e o instrumento da nossa libertação. Objeto de desprezo, patíbulo de infâmia, até o momento em que Jesus, obediente até a morte, nela foi suspenso. A Cruz tornou-se, desde então, motivo de glória, pólo de atração para todos os homens.


Ao celebrarmos essa festa, nós queremos proclamar que é da Cruz, sinal do amor universal de Deus, fonte de toda a graça (N.A., 4) que deriva toda a vida de Igreja. Queremos também manifestar o nosso desejo de colaborar com Cristo na salvação dos homens, aceitando a Cruz, que a carne e o mundo fizeram pesar sobre nós (G.S. 38).


A lenho sagrado não é uma divindade, um ídolo, feito de madeira, barro, bronze, mas ele é para nós santo e sagrado, porque dele pendeu o Salvador do mundo. Ele é o símbolo universal do cristão. Com orgulho e devoção ele é a nossa marca, o sinal de nossa identidade, vocação e missão. Traçando o sinal da cruz em nossa fronte, a todo o momento, nós louvamos e bendizemos a Santíssima Trindade, Pai e Filho e Espírito Santo, agradecendo o tão grande bem e amor que, pela Cruz, o Senhor continua a derramar sobre nós.


A Cruz é também a exaltação de Cristo; leia o que Ele próprio diz: “Quando Eu for exaltado, então atrairei todos a Mim” (João 12,32). Como você vê, o madeiro sagrado é a glória e a exaltação de Cristo. Celebrando a Festa da Exaltação da Santa Cruz, celebramos a vitória de Cristo, que nos possibilita desde agora celebrar a nossa futura glória no céu. Pois, se morremos com Cristo, cremos também que viveremos com Ele (cf. Romanos 6,9).