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terça-feira, 31 de agosto de 2010

Alegria como fruto da bem-aventurança da submissão!


Madre Teresa não temia assumir um compromisso tão sério, embora isso implicasse em renunciar à sua própria vontade a cada momento. Sabia que Deus a amava, e confiava que Sua vontade com relação a ela seria sempre uma expressão desse amor infalível, por muito difícil, ou mesmo impossível que pudesse ser, às vezes, entender os Seus desígnios. Consequentemente, mesmo quando parecia que o desafio ia além das suas capacidades, as experiências prévias – de que Deus nunca lhe tinha falhado – lhe asseguravam de que ela poderia correr o risco mais uma vez. Só essa certeza de ser incondicionalmente amada poderia ter lhe dão suficiente confiança para abandonar-se a Deus de forma tão completa e sem reserva. “Sob pena de pecado mortal” [devido o voto assumido de dar a Deus uma coisa muito bonita e sem reservas, ou seja, dar a Deus qualquer coisa que Ele possa pedir, “não lhe recusar coisa alguma”] era Madre Teresa, realmente, sem reservas.
A gravidade do compromisso não a abateu nem lhe tirou a alegria. Pelo contrário, “era muito divertida” e “apreciava tudo o que se passava”. A alegria de Madre Teresa não era apenas uma questão e temperamento; era fruto da “bem-aventurança da submissão” que vivia. “Quando vejo uma pessoa triste”, ela costumava dizer, “sempre penso que está recusando alguma coisa a Jesus”. Era em dar a Jesus o que Ele pedisse que ela encontrava a sua mais profunda e mais duradoura alegria; ao lhe dar alegria, ela encontrava a sua própria alegria.
Dizia Madre Teresa: “A alegria é sinal de uma pessoa generosa e mortificada que, se esquecendo de todas as coisas, incluindo de si própria, tenta agradar ao seu Deus em tudo o que ela faz pelas almas. A alegria é muitas vezes uma capa que esconde uma vida de sacrifício, de contínua união com Deus, de fervor e generosidade. Uma pessoa que tem este dom da alegria, com grande frequência atinge um elevado grau de perfeição. Porque “Deus ama aquele que dá com alegria” (cf. II Cor 9,7) e aproxima do Seu coração a religiosa [todo aquele] a quem ama (Explicação das Constituições Originais).



Fonte: KOLODIEJCHUK, Brian. Madre Teresa, venha, seja minha luz, Thomas Nelson Brasil, 2008, Cap.2. – A HISTÓRIA E OS ESCRITOS MAIS IMPRESSIONANTES DA “SANTA DE CALCUTÁ”.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010


Maria, Espelho meu, espelho nosso

Quando a gente busca na oração e na sinceridade, Deus sempre vem em nosso auxílio. Partilho com você minha experiência recente com um esplêndido e misterioso espelho.
Há alguns meses atrás, matutava e rezava sobre o fato de os Padres da Igreja compararem Maria a um Espelho. Estava relendo o livro de Raniero Cantalamessa: “Maria, espelho da Igreja”. Por que espelho?, refletia eu. O que significa mesmo essa coisa de Maria ser “espelho”? Mais: espelho perfeitíssimo?
Ao matutar, me vinha o fato de que, na antiguidade, os espelhos eram imprecisos e embaçados, feitos de bronze e bastante caros. Vi-me a imaginar os Padres da Igreja a buscarem uma figura para que Maria fosse melhor entendida, melhor contemplada e, insatisfeitos com os espelhos imprecisos de que dispunham, tentar expressar a Mãe de Deus como, a um tempo, Seu Espelho perfeitíssimo, sem impurezas e espelho da Igreja, esposa sem ruga e sem mancha do Cordeiro.
Por providência divina, vieram a cair em minhas mãos dois textos preciosos sobre o assunto. O primeiro, escrito por um sacerdote, Pe. Jacques Loew, da ordem dos pregadores:
Nessa altura, é preciso contemplar a humildade de Maria, uma humildade humilde e discreta, porque somente alguém com tal humildade poderia receber a luz absoluta sem ser encandeado e sem a guardar para si. Porque Maria não tem nenhuma preocupação consigo mesma, sua humildade e sua oração são uma só coisa. A oração de Maria é como um espelho puro que não guarda nada da luz, mas a reflete inteiramente. Toda a luz de Deus vem a ela e a penetra, mas ela a reflete toda, uma vez que é, segundo a antiga palavra das litanias da Virgem, espelho sem mancha da santidade de Deus.
A humildade!, percebi. É a humildade de Maria, que não guarda nada para si, que não tem nenhuma preocupação consigo mesma que a faz não guardar nada da luz, mas refleti-la toda, como um puríssimo espelho. A luz de Deus, diz Pe. Lowen, vem a ela e a penetra, mas ela a reflete toda.
Fiquei a pensar em que espelho da santidade de Deus tenho sido e percebi que nem na idade da pedra poderia haver nada mais opaco, mais sem luz, um buraco negro de orgulho, egoísmo e vaidade que nada reflete da luz de Deus. Essa reflexão, juntamente com o pensamento clássico de Santa Teresa de Jesus sobre o pano negro do pecado, preencheu-me durante meses, a me dizer o quanto era necessário para mim, para todas as mulheres e homens de hoje olhar o espelho que é Maria para, a um tempo, conhecer a Deus, conhecer-se e encher-se da esperança e misericórdia irradiados por aquele espelho de ternura materna.
Para minha grande surpresa, veio-me às mãos um segundo texto, desta vez não de um religioso ou homem de fé, e sim um cronista apaixonado por Nietzche mas nem tanto por uma fé confessional: Rubem Alves.
Em uma de suas crônicas, Beleza, ele compara sabiamente os conceitos de “pretty” e “beautiful”, em inglês. Para facilitar, corresponderiam ao nosso “bonito” e “belo”. Diz que “pretty”, “bonito” é uma beleza exterior, efêmera, que tende a desaparecer e pode ser fabricada por cirurgias plásticas. O “beautiful”, por seu lado, pertence às coisas eternas, é uma qualidade interior, que nunca aparece à própria pessoa. Veja como, a certa altura, nosso cronista, sem se dar conta, descreveu nossa Maria, nosso “Espelho sem Mancha”, nosso “Reflexo perfeito de Deus”:
A beleza (...) não é. Ela aparece e se vai. Ela não freqüenta clínicas de beleza. Uma pessoa “é” “pretty” (bonita), mas não “é” “beautiful” (bela). Ela é, no máximo, o lugar onde o “beautiful”, a beleza, se deixa ver. A beleza não é a qualidade do corpo, a música não é o instrumento, o perfume não é a flor, as cores do arco-íris não são o prisma.O corpo é apenas o lugar onde a beleza se deixa ver. Uma pessoa é bela naquilo que ela não é. É no lugar onde ela não é que o seu corpo deixa ver. O “pretty” é uma pintura. O “beautiful” é um espelho... E não é de admirar que, com freqüência, os espelhos sejam “poças de água barrenta” como no desenho de Escher.
Na obra citada, o artista holandês M.C. Escher retrata uma poça de água lamacenta cavada por marcas de pneus, que reflete como em um espelho, o céu azul e pinheiros. Não é impressionante? Rubem Alves, este cronista fenomenal, que não se declara católico, percebeu, ainda que sem se dar conta, como Maria é espelho e porque diz: “Olhou para a humildade, olhou para o nada, de sua serva e, de agora em diante, todos me chamarão bem-aventurada”.

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por Maria Emmir Nogueira, Co-fundadora da Comunidade Shalom

Revista Shalom Maná - Ed. Shalom

domingo, 29 de agosto de 2010

A caixinha de Deus


Tenho em minhas mãos duas caixas que Deus me deu para guardar.
Ele disse:- Coloque todas as suas tristezas na preta e todas as suas alegrias na dourada.
Eu entendi suas palavras e, nas duas caixas, tanto minhas alegrias quanto minhas tristezas guardei.
Mas, embora a dourada ficasse cada dia mais pesada, a preta continuava tão leve quanto antes.Curioso, abri a preta.Eu queria descobrir o porquê,e vi na base da caixa um buraco pelo qual minhas tristezas saiam.
Mostrei o buraco a Deus e pensei alto:"Gostaria de saber onde minhas tristezas podem estar..."
Ele sorriu gentilmente para mim e disse:- Meu filho, elas estão aqui comigo!
Perguntei:- Deus, por que deu-me as caixas?
Por que a dourada inteira e a preta com o buraco?- Meu filho, a dourada é para você contar suas bênçãos...
E a preta é para você deixar ir embora suas mágoas e tristezas...Lembre-se sempre de guardar seus momentos mais felizes e deixar ir embora as tristezas!
 
 
O copo d'água

O copo d'água O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d'água e bebesse.
- 'Qual é o gosto?' perguntou o Mestre.
- 'Ruim” disse o aprendiz.
O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal E levasse a um lago.
Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago, então o velho disse: - 'Beba um pouco dessa água'.
Enquanto a água escorria do queixo do jovem, o Mestre perguntou: - 'Qual é o gosto?'
- 'Bom!' disse o rapaz. - Você sente gosto do 'sal' perguntou o Mestre?
- 'Não' disse o jovem.
O Mestre então sentou ao lado do jovem, pegou sua mão e disse:
- A dor na vida de uma pessoa não muda.
Mas o sabor da dor depende do lugar onde a colocamos.
Então quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido das coisas.
Deixe de ser um copo.
Torne-se um lago...
Quem ama é fiel... fiel até o fim... fiel até ser queimado vivo (São Carlos de Lwanga), de ser crucificado (Santa Júlia), de ser estraçalhado pelas feras (Santo Inácio de Antioquia), de ser decapitado (São Paulo Apóstolo), de ser colocado sobre cacos de vidro (São Luciano), de ser chifrado por uma vaca brava (Santa Perpétua), de ser apunhalado (Santa Maria Goretti)... Esses são os “atletas” de Deus... os que combateram o bom combate... que foram fiéis ao Senhor até o fim... por isso estão no céu para sempre: “... quem perde a sua vida por causa de mim, vai achá-la” (Mt 10, 39).

Sertório Caputo, da Companhia de Jesus, diz: "O demônio, a princípio, nos

inspira amor à virtude daquela pessoa, depois o amor à própria pessoa e, finalmente, nos
lança na perdição".

 
MONS. TIHAMER TÓTH
"A oraçao é o trabalho mais sublime que pode realizar o espirito humano; e por isso mesmo, a mais emocionante beleza do mundo está no rosto do homem submerso em oraçao"
"O fim da vida terrena é moldar em nós a imagem santa de Deus"

O Papa começou a dar a comunhão, na liturgia papal, para os fiéis de joelhos e na boca. Confesso que fiquei chocado com aquilo. Então, fui estudar, porque quando vemos o Papa tomar uma atitude, alguma razão ele deve ter.


Com muito amor a Cristo e à Sua Igreja, vamos olhar para o exemplo do Papa e fazer um exame de consciência para saber como está nosso respeito por Cristo presente na Eucaristia.