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terça-feira, 31 de março de 2009

Autocontrole em casa
Domine o seu jeito de ser

Caridade é o amor verdadeiro, de doação. Mas quando falamos em doação, não é só com relação ao se dar esmolas, mas o dar-se de si mesmo, o partilhar e ir ao encontro do outro. Quem não quer amar e se sentir amado?
Todo dia é dia de superar as adversidades, pois a santificação é a vontade de Deus para a nossa vida. Ele nos quer santos, onde quer que estejamos. Por isso, o Senhor nos quer livres das impurezas, sem que nos deixemos levar pelas paixões desregradas, pois quem O conhece, sabe que a Palavra d'Ele ensina que temos limites para viver. Paixão não é pecado. Pecado é deixar-se levar por ela. Deus nos fez com inteligência para que possamos escolher. Quem vive as paixões desregradas, não conhece e não vive a Palavra de Deus.
No momento em que você abandona os preceitos do Senhor, não está abandonando uma pessoa qualquer, mas o próprio Deus. Isso é muito sério, é preciso fazer um compromisso de vida para a sua família.
No momento em que alguém, dentro da nossa casa, age com amor, percebemos que o ambiente é tomado por uma calmaria, muda o clima
.Se você se propuser a reagir de forma amorosa, experimentará a paz. Não importa o problema, a reação tem de ser sempre a partir do amor. Ele é o antídoto contra a raiva e o rancor.
O perigo é cairmos no ressentimento. As mulheres são especialistas em guardar rancor, porque são movidas fundamentalmente pelo coração. Não alimente esse sentimento, porque ele fecha e tranca o seu coração. Cada pessoa tem um tipo de temperamento, mas Deus nos pede o autocontrole, para que não coloquemos a "explosão" que há dentro de nós para fora. É nessa hora que você deve deixar o Espírito Santo agir em você, curando as suas reações.
Tenha uma reação de fé, e dependendo da situação, aja com o silêncio, o perdão e a misericórdia. Deus lhe mostrará qual reação você deverá ter. Domine o seu jeito de ser. Quantos de nós temos reações descomedidas...
Você deve estar se perguntando por que eu estou dizendo isso a você? Quando deveria ser seu marido ou filhos que deveriam saber disso, mas Deus escolheu para que você vivesse isso hoje, para que desse o primeiro passo, aprendendo a dominar a si mesmo, principalmente, o "sangue quente" que corre em suas veias.
Construa uma família de paz dentro de casa e todos baterão à sua porta para saber qual é o segredo da felicidade. Se você quiser ter uma família cheia de vida, reaja!
"O fruto do Espírito Santo é caridade, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, brandura, temperança. Contra estas coisas não há lei" (Gálatas 5, 22-23). Cuidado com suas emoções, tenha autocontrole e você terá uma família como fonte da vida e construtora da paz. Só fale em sua casa com a linguagem do amor. Se você quiser comunicar vida nova em seu lar, terá de expressar a sua fé, porque nenhum ser humano é capaz de ser feliz sem Deus.
Nós, seres humanos, procuramos, sem cessar, a felicidade e o amor, e essas virtudes estão na família. Fale a linguagem do amor e a sua família encontrará a paz e tudo o mais.

Marcelo Braga pequeno servo de Jesus.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Que diferença faz ser cristão?

Você pode se perguntar: “Que diferença faz ser cristão?” O cristão é cheio do Espírito Santo. Por isso é diferente das outras pessoas; e só poderia ser assim. O cristão não é mais deste mundo, não porque o quer, mas porque Jesus não é deste mundo; e, como o Senhor, ele também não o é [deste mundo].Você é destinado a este mundo, enviado como sal, como luz, mas não é do mundo, assim como o sal não é massa, assim como a luz não é treva, você não é deste mundo. E por ser diferente o perseguem – como Jesus e os apóstolos foram perseguidos. Perseguido, mas feliz; feliz justamente porque é perseguido. Por essa razão, muitos deixam o caminho do Senhor por causa das dificuldades e oposições; em razão do que dizem e dos comentários; por causa do que inventam a seu respeito e pelas várias perseguições que suportam. Não é um simples complexo de perseguição. Não se trata de sentir que você é perseguido, rejeitado. Realmente é o que acontece. Pergunte a si mesmo e ao Senhor: “Mas por que acontece tudo isso?” Sabe qual é a resposta? Porque você é discípulo de Cristo. O próprio Jesus disse: “Felizes os perseguidos por causa da justiça: deles é o Reino dos céus” (Mateus 5, 10ss).Não existe Cristianismo sem cruz. Sofrimento sem sofrimento não é sofrimento. Dor sem dor não é dor. Por isso, só posso falar: aguente firme! Jesus sabia que tudo isso aconteceria com você: seria incompreendido, caluniado, perseguido, ultrajado. Mas Ele também garantiu: “Bem-aventurados sereis”, isto é, nós seremos felizes! “Bem-aventurado será quando o insultarem, o perseguirem e, mentindo, disserem contra você toda espécie de mal por minha causa” (Mateus 5, 11ss).
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!
Seu irmão em Cristo,Monsenhor Jonas Abib

domingo, 29 de março de 2009

Pensar e agir como Jesus

Ter o coração de Jesus é agradecer a Deus por aquilo que somos


Toda a criação louva a Deus por Sua existência, mas nós, homens e mulheres, podemos louvá-Lo usando a nossa boca, nossa mente e nosso coração.
Deus disse a Moisés: “(...) que Aquele é está o enviando”. E “Eu sou Aquele que é!” O Senhor não muda e jamais mudará. Então, o fato de O estarmos louvando não mudará a Pessoa que Ele é, mas pelo nosso louvor Ele transforma a cada um de nós.
Somos muito felizes por Deus aceitar o nosso louvor a Ele, porque por meio desse ato nós estamos sendo transformados e libertos. No entanto, muitas vezes, não temos a dimensão do poder que há no louvor ao Senhor. Às vezes, dizemos que não temos o que dizer para louvá-Lo porque não sabemos nos expressar. Não se preocupe com isso, porque Deus não precisa de palavras, Ele precisa de um coração amoroso. O louvor a Ele já é suficiente para nos abrir à cura, por isso que ele [louvor] é muito importante num encontro de cura e libertação; porque louvar ao Senhor já é cura e libertação. O que temos de fazer é abrir o nosso coração para sermos curados e libertos.
Lembra quando Jesus, na Bíblia, falava com Nicodemos sobre o “renascer de novo”? E Nicodemos respondia: “Mas como eu posso nascer de novo sem entrar no ventre da minha mãe?” Mas Jesus falava de algo mais, um renascimento físico e espiritual, renascer n’Ele. São Paulo especifica isso de forma melhor dizendo que dentro de nós existe um “homem velho”, e é muito importante que esse homem seja morto em nosso interior para que o “novo homem” possa nascer.
Quem é esse “homem velho” dentro de você? É que aquele homem que tem medo, raiva, que é agressivo... É o homem solitário, é aquela pessoa que foi rejeitada e que não foi amada. É a pessoa ambiciosa, orgulhosa, invejosa.
O “homem velho” dentro de você é a pessoa depressiva, estressada, desmotivada... Passamos a nossa vida lutando contra ele, lutando para que venha o “homem novo”, que é gentil, generoso, é a pessoa boa, humilde, pacífica, paciente, fiel, feliz, alegre. Esse é o “homem novo”, que o Espírito Santo que fazer em nossos corações.
Jesus continuamente diz no Evangelho: “Siga-me!”, pois somente se O seguirmos é que conseguimos ser pessoas novas, curadas e libertas. Se não seguirmos Jesus facilmente poderemos retornar àquilo que éramos antes de ser curados e libertos.
Peçamos várias vezes que Jesus cure nossa mente e coração. E curar a nossa mente significa pensar com a mente de Cristo e não com a nossa.
Muitas vezes, falamos sobre a cura física: ataque cardíaco, a cura de uma dor nas costas, entre outras. Tudo isso é importante, mas muitas vezes nos esquecemos da cura da nossa mente, e a cura desta acontece quando ela começa a ser transformada e a ser como a mente de Jesus Cristo.
Não basta ter a mente do Senhor, mas precisamos ter o coração d'Ele. Ter o coração de Cristo significa olhar para as coisas sempre do lado positivo e não do negativo. Ter o coração do Senhor é agradecer a Deus por aquilo que nós somos: nosso caráter, pela plenitude do nosso corpo, pela língua que falamos, pela família na qual nós nascemos, pelos nossos pais, pela nação, pelos carismas que temos. É uma questão de apreciar o que Deus nos deu. Ser curado significa ser uma pessoa cheia de amor. Lembre-se de que cura é amor.

Marcelo Braga pequeno servo do senhor Jesus Cristo.

sábado, 28 de março de 2009

Soberba: a cultura do ego

'Quem pensa ser alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo'

A soberba é o pior de todos os pecados capitais. É o que levou os anjos maus a se rebelarem contra Deus e Adão e Eva à desobediência e ao pecado original. Alguém disse que o orgulho é tão enraizado em nós, por causa do pecado original, que "só morre meia hora depois do dono". Por outro lado, por ser o oposto da soberba, a humildade é a grande virtude, a que mais caracterizou o próprio Jesus: "Manso e humilde de coração" (cf. Mt 11,29) e também marcou a vida da Virgem Maria: "A serva do Senhor" (cf. Lc 1, 38), assim como a de São José e de todos os santos da Igreja.
São Vicente de Paulo ensinava seus filhos que o demônio não pode nada contra uma alma humilde, uma vez que sendo ele soberbo, não sabe se defender contra a humildade. Por isso, com essa arma ele [maligno] foi vencido por Nosso Senhor Jesus Cristo, pela Santíssima Virgem Maria, pelo glorioso São José, São Miguel e os demais santos.
A soberba consiste na pessoa sentir-se como se fosse a "fonte" dos seus próprios bens materiais e espirituais. Acha-se cheia de si mesma e se esquece de que tudo vem de Deus e é dom do alto, como disse São Tiago: "Toda dádiva boa e todo dom perfeito vêm de cima: descem do Pai das luzes" (Tg 1,17).
O soberbo se esquece de que é uma simples criatura, que saiu do nada pelo amor e chamado de Deus, e que, portanto, d'Ele depende em tudo. Como disse Santa Catarina de Sena, ele "rouba a glória de Deus", pois quer para si as homenagens e os aplausos que pertencem só ao Senhor. São Paulo lembra aos coríntios que: "Nossa capacidade vem de Deus" (II Cor 3,5). Aos romanos ele afirma: "Não façam de si próprios uma opinião maior do que convém, mas um conceito razoavelmente modesto" (Rm 12,3). E "Não vos deixeis levar pelo gosto das grandezas; afeiçoai-vos com as coisas modestas. Não sejais sábios aos vossos próprios olhos" (Rm 12,16). Aos gálatas, o Apóstolo dos gentios declara: "Quem pensa ser alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo" (Gl 6, 3).
A soberba tem muitos filhos: o orgulho, a vaidade, a vanglória, a arrogância, a prepotência, a presunção, a autosuficiência, o amor-próprio, o exibicionismo, o egocentrismo, a egolatria, etc. Podemos dizer que ela é a "cultura do ego". Você já reparou quantas vezes por dia dizemos a palavra "eu"? "Eu vou", "Eu acho, "Eu penso que…", "Mas eu prefiro…", etc.. A luta do cristão é para que essa "força" puxe-o para Deus e não para o ego. Jesus, nosso Modelo, disse: "Não busco a minha glória" (Jo 8,50). São Paulo insistia no mesmo ponto: "É porventura, o favor dos homens que eu procuro, ou o de Deus? Por acaso tenho interesse em agradar os homens? Se quisesse ainda agradar aos homens, não seria servo de Deus" (Gl 1,10).
A soberba é o oposto da humildade; essa palavra vem de "húmus", aquilo que se acha na terra, pó. O humilde é aquele que reconhece o seu "nada", embora seja a mais bela obra de Deus sobre a terra, a glória d'Ele, como afirma santo Irineu no século II. São Leão Magno, Papa e doutor da Igreja, no século V, disse que: "Toda a vitória do Salvador, dominando o demônio e o mundo, foi iniciada na humildade e consumada na humildade!".
Adão e Eva, sendo criaturas, quiseram "ser como deuses" (cf. Gen 3,5); Jesus, sendo Deus, fez-se criatura. Da manjedoura à cruz do Calvário, toda a vida de Cristo foi vivida na humildade e na humilhação. Por isso, Ele afirmou que no Reino de Deus os últimos serão os primeiros e quem se exaltar será humilhado. Façamos como Santa Teresinha que procurava o último lugar…
Oração Diante das Tentações
Mãe querida, acolhe-me em teu regaço, cobre-me com teu manto protetor e, com esse doce carinho que tens por teus filhos afasta de mim as ciladas do inimigo, e intercede intensamente para impedir que suas astúcias me façam cair. A ti me confio e em tua intercessão espero. Amém.


Marcelo Braga

sexta-feira, 27 de março de 2009

Coração livre = vida nova
É necessário fazermos uma parada para reflexão

Dizem que a águia é um dos melhores exemplos de coragem na arte da renovação. É a ave que possui a maior longevidade da espécie, chegando a viver 70 anos. Mas, para chegar a essa idade, ela tem de tomar uma séria e difícil decisão. É que aos 40 anos, por estar com as garras compridas e flexíveis, ela não consegue mais agarrar as presas das quais se alimenta. E o bico, alongado e pontiagudo, se curva.
Apontadas contra o peito estão as asas, envelhecidas e pesadas em função da grossura das penas, de forma que voar já não é tão fácil! Então, a águia só tem duas alternativas: Morrer ou enfrentar um doloroso processo de renovação de 150 dias de duração, que consiste em voar para o alto de uma montanha e se recolher em um ninho próximo a um paredão, onde ela não necessite voar. E, após encontrar esse lugar, ela começa a bater com o bico em uma superfície até conseguir arrancá-lo. Ao alcançar esse objetivo, espera nascer um novo bico, com o qual, mais tarde, vai arrancar suas garras. Quando começam a nascer as novas garras ela passa a arrancar as velhas penas. E só após cinco meses sai para o esperado voo da renovação, quando poderá viver mais 30 anos.
Se é verdade ou não que essa ave passa por esse processo eu não sei, mas acredito que a parábola pode nos ajudar a pensar na vida e a nos encorajar a tomarmos as decisões de que talvez precisemos hoje.
Assim como acontece com a ave de rapina, a vida nos ensina que – para continuarmos voando – é necessário nos desprendermos daquilo que nos pesa: as lembranças, os costumes antigos, os apegos exagerados, os sentimentos feridos e tantas outras coisas que cresceram mais do que deviam dentro de nós, podendo nos roubar a leveza de nossos atos e nos impedir de voar mais alto.
Chega a hora em que é necessário fazermos uma parada para reflexão e possível mudança. Nem sempre é uma escolha fácil, porém, é importante. Uma viagem, férias prolongadas ou, para quem pode, uma temporada na praia podem ser ótimas opções. No entanto, o mais relevante é mesmo a coragem de rever a vida e a decisão de mudar o que é preciso. O lugar favorável ajuda, mas o essencial é mesmo a decisão da mudança.
Acredito que é fundamental, neste tempo, fazer as pazes com os acontecimentos do passado, preservando uma memória grata do que foi bom e a lição que os erros nos ensinaram, sem dar espaço para saudosismos nem culpas.Somente um coração livre do peso do passado pode dar espaço para as novidades que a vida oferece a cada amanhecer.

Conheço muita gente que deixou de viver por medo de tomar a decisão da águia... Que este não seja seu caso.
A Palavra do Senhor, em Isaías, capítulo 40, versículo 31, nos faz lembrar a força dessa ave e que vale a pena esperar confiantes em Deus: "Mas os que esperam no SENHOR renovarão as suas forças e subirão com asas como águias; correrão e não se cansarão; caminharão e não se fatigarão".
Hoje é dia de renovação em sua vida! Independentemente de sua idade, o Senhor quer fazer novas todas as coisas, convidando-o para viver um novo tempo e oferecendo-lhe uma nova oportunidade. A escolha é sua! Arrancar as penas antigas pode até doer, mas a esperança de ver outras nascerem encorajam a águia. Se algo o está impedindo de voar, tenha a coragem de lançá-lo fora, decida-se pela vida nova que o Senhor certamente deseja lhe dar e seja feliz.

Marcelo Braga.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Ore e jejue para vencer essa luta!

A passagem bíblica – em Efésios 6, 10-20 –, a princípio, parece uma coisa terrificante, mas é real. Você sabe quantas vezes que Jesus realizou libertações. Essa realidade existe e nós não podemos brincar com ela. São Paulo fala com palavras claras sobre a existência dos demônios. Muitos tentam desmistificar essa realidade, mas é uma realidade bíblica que a Igreja e os Santos Padres vêm confirmando durante toda a história. Vai chegar o dia em que nós vamos estar livres das tentações do inimigo, mas por enquanto temos de ficar atentos às ciladas dele. O apóstolo dos gentios também afirma que a nossa luta é contra os principados e potestades deste mundo tenebroso. Não lutamos contra homens, mas sim contra os poderes das trevas.Mas, graças a Deus, a Sagrada Escritura nos revela que o Senhor está no controle de tudo. Diante de Deus, o maligno não passa de um verme; mas, como todo verme, causa estragos. O Todo-poderoso está no controle dos estragos que os demônios realizam. Por isso, os filhos de Deus devem estar com Ele. Não podemos cair na sedução do maligno de se deixar levar por seus argumentos acabando por obedecê-lo. Mas o Senhor é misericordioso e nos alerta hoje sobre essa realidade. Nós precisamos ser completamente de Deus. Porque nós fomos comprados por um grande preço: O Preciosíssimo Sangue de Jesus Cristo! Por isso nós precisamos ser todos de Deus. É por isso justamente que nós precisamos entrar na batalha. O próprio Jesus nos ensina que não há outra maneira de vencer essa luta, a não ser com oração e jejum. Por isso, aproveitando que estamos na Quaresma, escolha um a boa penitência e intensifique a sua vida de oração. Use dessas armas nesse tempo santo.
Marcelo Braga.

quarta-feira, 25 de março de 2009

O combate espiritual, o que diz a Igreja.


Caros internautas, neste tempo de Quaresma tomando posse dos exercícios espirituais, a oração, o jejum, a penitencia e a caridade, nos armamos da força de Deus. A Quaresma é um tempo de graça e salvação, neste combate espiritual, auxiliados pela Igreja tomamos posse da Palavra de São Paulo: Pois ele diz: "Eu te ouvi no tempo favorável e te ajudei no dia da salvação (Is 49,8). Agora é o tempo favorável, agora é o dia da salvação".(II Coríntios 6,2).
Recolhi no Catecismo da Igreja algumas orientações sábias sobre o Combate da Oração, pois a nossa mãe Igreja aprendeu a rezar com Jesus e o Espírito Santo, que é seu mestre de Vida de Oração. A oração sempre nos amima a vencer as batalhas de nossa vida.
N°572. Porque é que a oração é um combate?
A oração é um dom da graça, mas pressupõe sempre uma resposta decidida da nossa parte, porque o que reza combate contra si mesmo, contra o ambiente e, sobretudo contra o Tentador, que faz tudo para retirá-lo da oração. O combate da oração é inseparável do progresso da vida espiritual. Reza-se como se vive, porque se vive como se reza.
N° 573. Quais as objeções à oração?
Para lá das formas errôneas de conceber a oração, muitos pensam que não têm tempo para rezar ou então que seja inútil. Os que rezam podem desanimar perante as dificuldades e os insucessos aparentes. Para vencer estes obstáculos são necessárias a humildade, a confiança e a perseverança.
N° 574. Quais as dificuldades da oração?
A distração é a dificuldade habitual da nossa oração. Ela afasta da atenção a Deus e pode também revelar aquilo a que estamos apegados. O nosso coração deve então regressar humildemente ao Senhor. A oração é muitas vezes insidiada pela aridez, cuja superação, na fé, permite aderir ao Senhor, mesmo sem uma consolação sensível. A acedia é uma forma de preguiça espiritual devida ao relaxamento da vigilância e à negligência na guarda do coração.
N° 575. Como fortalecer a nossa confiança filial?
A confiança filial é posta à prova quando pensamos que não somos atendidos. Devemos interrogar-nos, então, se Deus é para nós um Pai do qual procuramos cumprir a vontade, ou não será antes um simples meio para obter o que queremos. Se a nossa oração se une à de Jesus, sabemos que Ele nos concede muito mais do que este ou aquele dom: recebemos o Espírito Santo que transforma o nosso coração.
N° 576. É possível rezar a todo o momento?
Orar é sempre possível porque o tempo do cristão é o tempo de Cristo ressuscitado, o qual «permanece conosco todos os dias» (Mt 28,20). Oração e vida cristã são por isso inseparáveis.«É possível, mesmo no mercado ou durante um passeio sozinho, fazer oração freqüente e fervorosa. É possível mesmo sentado na vossa loja, a tratar de compras e vendas, ou até mesmo a cozinhar». (S. João Crisóstomo).
N° 577. O que é a oração da Hora de Jesus?
É a chamada oração sacerdotal de Jesus na Última Ceia. Jesus, o Sumo Sacerdote da Nova Aliança, dirige-a ao Pai quando chega a Hora da sua «passagem» para Ele, a Hora do seu sacrifício. (cf. João 17). Porque na oração fazemos sempre uma entrega de nossa vontade e Jesus é o maior modelo de entrega à Vontade de Deus. Por isso, não podemos baixar nossa guardas da oração, porque o nosso inimigo não torme nem cochila. Deixemos em todo tempo a vela do nosso coração acessa, não desanime a vitória virá!
"Quem reza rege o mundo!!!"
Marcelo Braga.
Atos de fé e milagres!


Muitas pessoas tratam crer e fé como sinônimos, mas não é. Para você contemplar um milagre você precisa ter fé e crer. Fé é ter a certeza do que ainda não aconteceu, e crer é quando tomamos um remédio e acreditamos que a dor vai passar, acreditamos que se colocarmos a chave no carro ele vai ligar.Somos chamados a caminhar na fé, mas muitas vezes não conhecemos a Deus, é impossível caminhar na fé, exercer a fé, se não conhecemos a Deus. É difícil confiar em quem você não conhece. Você não confia os seus filhos, o seu carro, a sua casa a quem você não conhece. Não é verdade?É impossível confiarmos em Deus, se não O conhecemos. Precisamos ter um encontro pessoal com Deus, e assim nos tornarmos Seu amigo. Pessoas me perguntam como se sabe que alguém fé. Sabemos que uma pessoa tem fé pelo seu proceder, se a pessoa só fala de doença e de negativismo, é de se desconfiar porque o que habita no coração a boca fala. A pessoa que tem fé fala sempre o que Deus pode fazer.


'Tenha fé e contemplarás milagres'


Temos que ter cuidado com o que proclamamos, falamos daquilo que acreditamos. Fé é caminhar no que você crê. Receberemos aquilo que cremos e dizemos. O que você crê que se manifestará? Jesus diz que qualquer pessoa que não tem dúvida no seu coração dizer para montanha se mover, ela vai se mover. Os seus problemas estão sujeitos àquilo que você crê. “E estava assentado em Listra certo homem leso dos pés, coxo desde o ventre de sua mãe, o qual nunca tinha andado” (Atos dos apostolo 8,14). Temos que ter cuidado para não exaltarmos a nossa enfermidade, porque a glória está em Deus, e não nas situações, mas no que Deus pode realizar.O testemunho que você dá é capaz de convidar muitas pessoas a conversão, você que veio aqui é chamado a testemunhar. Fé é a certeza daquilo que se espera, certeza do que não se vê.“Por isso vos digo que todas as coisas que pedirdes, orando, crede receber, e tê-las-eis” (Marcos 11;24).Tudo depende de sua fé, temos um Deus que honra a nossa fé. Deus espera por você, Deus olha por nós e nos espera. Em que você crê?


Pregador:Neil Velez


II Congresso Latino-americano de Cura e Libertação Canção Nova
Deus nos criou para a vida plena!

Este é seu o dia, dia de cura, dia de bênção, dia do Senhor. Levante os braços e diga: "Deus é capaz"! Você precisa acreditar que Deus é capaz de livrar-te de toda enfermidade. Deus é capaz de agir na vida de seu esposo, na vida de sua esposa, na vida de seus filhos. Deus é capaz! 'O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância' (João 10,10). A que se refere a Palavra de Deus quando diz: 'vida em abundância'?. Quando Deus criou o homem, criou para que sempre habitasse ao Seu lado, para que o homem O louvasse e adorasse. Ele criou você para estar todo tempo com Ele e isso é vida em abundância.
A vontade de Deus é curar-nos porque Deus honra a nossa fé. Mas se você não crer, não verá a manifestação de D’ele em sua vida, e Ele te quer curado. Existem muitas pessoas que vivem em confusão e não sabem se a vontade de Deus para suas vidas é a cura, mas tenha a certeza, Deus não quer que você padeça de nenhum mal, Deus quer o melhor para você. Deus conhece as nossas necessidades antes de falarmos. Quando Deus criou o homem, o criou só, e o homem não pediu uma companheira, mas Deus sabia que era uma necessidade e criou a mulher. Deus supria a necessidade do homem antes que ele O pedisse. Morte, dor, sofrimento não existiam no vocabulário de Deus, o homem não foi criado para sofrer, para morrer. A morte, a enfermidade são consequências do pecado. Depois do pecado do homem, Deus buscou novamente a comunicação. Deus se fez homem para corrigir o dano feito pelo homem, Deus se oferece em sacrifício, e Seu sangue nos redime dos nossos pecados.
A missão de Jesus Cristo foi nos devolver a comunhão com Deus.
No Antigo Testamento, Deus era afastado do homem, existia um véu, e somente o sumo sacerdote chegava até onde estava o véu. O homem vivia separado de Deus, mas o sangue de Deus nos redimiu de tudo que nos afastava de Seu amor.Não há mais nada que pode nos separar do amor de Deus.Por Suas chagas fomos curados de todos os pecados que nos separou do Seu amor. Deus está sempre com você, precisamos viver a vida em abundância, porque agora podemos viver os planos de Deus.
Se eu não entendesse isso, não estaria aqui, pois estava morto, tinha tumores em todo corpo, uma hemorragia interna. Embora sempre fosse um homem de fé, mas terminei na UTI, dois médicos chegaram a conclusão que humanamente a medicina não podia fazer nada por mim. E na cama Deus me revelou um versículo que dizia: 'Por suas chagas fomos curados' e este versículo me inquietou muito, pois ele não está no presente, nem no futuro, era passado. E ali Deus me falou que já havia me redimido daquela doença há dois mil anos atrás, na situação eu disse: ‘isso é mentira’. E neste momento escutei: "Filho meu, você não Me conhece”. E eu respondi: "Como não Te conheço, desde criança eu cantava e falava de Ti, nem juventude eu tive por causa das Suas coisas”.
Aquele dia eu entendi que eu falava do que não entendia. Neste dia reconheci a Deus e comecei a chorar como criança e eu disse a Ele: "Deus não te conheço, mas quero te conhecer agora". Após dizer isso sentir uma forte dor de cabeça que gritei muito. Depois da dor recuperei a visão, a meningite foi curada, os tumores desapareceram.
Eu acreditei e confiei o que Deus já havia feito por mim. São mais de vinte anos e não estou morto, estou aqui pregando o Cristo vivo.
Por suas chagas fomos curados, se você entendesse isso sua vida mudaria. Diga como Davi: "O Senhor é o meu pastou e nada me faltará".


II Congresso Latino-americano de Cura e Libertação Canção
NovaPregador:Neil Velez


Caminhar na segurança da fé


Diz Jesus: “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância”(Jo10,10). Pelo sacrifício de Jesus temos acesso a Deus e podemos ter vida plena. Mas porque não estamos tendo esta vida? Por ser só uma questão de fé. Existem muitas pessoas que não entendem a salvação, muitos católicos crêem que não são salvos. Muitos crêem que salvação é “coisa” de protestante. Sua salvação custou muito, foi pelo sangue de Jesus. Eu descobri que isto é questão de fé, e por ter descoberto isto, é que estou aqui. Eu tinha muitas enfermidades, e estou aqui porque entendi que por Jesus, por suas chagas, fomos curados. Eu entendi e então precisava caminhar, e caminhar se chama fé. Fé é crer que você receberá aquilo que pede.
Se quisermos que as bênçãos de Deus nos alcancem, e o mesmo Jesus Cristo nos ensine a caminhar na fé, precisamos crer. A bíblia nos diz que em alguns lugares Jesus não conseguiu fazer milagres, pois nestes lugares, não acreditavam nEle.
A fé é necessária para que o milagre aconteça. Fé é importante para alcançar o milagre de Deus. Na bíblia Deus nos diz para que depositemos n’Ele nossas preocupações. É uma ordem. É um caminho que precisamos aplicar em nossa vida. O Senhor pede que entreguemos nossos problemas para Ele. Hoje vivemos numa sociedade que não vive isso, buscamos a solução em outras coisas. Se estamos doentes, procuramos logo os médicos, as superstições. Nunca devemos buscar as superstições, já os médicos, podemos procurá-los. Mas devemos procurar a Deus antes. A palavra de Deus nos diz que o Senhor deu sabedoria aos médicos, mas que devemos procurá-Lo primeiramente, e depois aos médicos, pois os eles certificarão o poder de Deus. Mas não estamos seguindo esta ordem, primeiro procuramos os médicos.
Deus nos chama a voltarmos a confiar n’Ele, pois não estamos confiando. O poder que tem a sua oração, é o poder que você mesmo dá. Você precisa crer em sua oração, pois se você não crer, Deus muito menos vai crer. São Tiago diz que não recebemos o que pedimos, pois não cremos que temos recebido, todo aquele que pede com dúvida, não recebe de Deus. São Tiago deposita em nós a responsabilidade de não vermos a glória de Deus, pois tudo depende de nós, orações com dúvida não chega no coração de Deus.
João nos diz “a confiança que eu tenho n’Ele”, eu sei que Ele me escuta, em qualquer coisa que eu peço. E se ele me escuta, Ele me atende. Ele fala da confiança que eleva a Deus. Temos que caminhar na segurança em Deus, de que fomos salvos, de que Ele escuta nossas orações.
Algumas pessoas se interrogam: “Como devo falar com Deus? Com que palavras?” A oração perfeita é a que sai do seu coração com toda segurança, devemos dirigir a Deus como se fala com um parente, não precisamos ter medo do que falar, pois o Espírito Santo dirá ao Pai o que você quer dizer. Ore no Espírito Santo. Se cremos que Deus escutou nossa oração, cremos que teremos o que pedimos a Ele.
Fé é ter a segurança de que você vai receber aquilo que você pediu, e entrar em ação de graças. Começar a agradecer a Deus por aquilo que já pediu, pelas coisas que você acredita já ter, não as coisa que espera. Você precisa acreditar, já é um fato, uma realidade, você precisa acreditar que Deus já respondeu. Por isso você já entra em ação de graças.
Às vezes isto nos custa, pois somos como São Tomé: temos que ver para crer. Devemos orar e logo entrar em ação de graças. Na passagem onde Jesus alimentou cinco mil homens, eles não tinham nada e nem dinheiro. Calculavam dizendo que seria salário de um ano para poderem alimentar aquela multidão. A única coisa que tinham, era cinco pães e dois peixes e nem eram deles, era de uma pessoa que estava sentada. Mas Jesus convida-os a crerem no poder de Deus. Às vezes não acreditamos no poder de Deus. Sua cura está em você crer que pode ser curado, que é possível, que Deus é capaz, que pode fazer e que fará.
Quando dizemos que Deus realiza uma obra em nossa vida, muitas pessoas nos perguntam 'como'. O 'como' não nos importa saber. Só precisamos crer que Ele fará. Nós temos que caminhar com segurança, se cremos que Deus nos escutou. Temos que organizar as coisas para a bênção, ainda que você não veja. Fé não tem nada a ver com a visão. Fé é ter a segurança que vai receber aquilo. Organizar para receber a benção, como uma mulher que está grávida. Ela não vê nada, mas já começa a comprar as roupinhas, a pintar o quarto. Ela não vê, mas crê que vai nascer. Como Jesus organizou os homens em grupos para que pudessem ser distribuídos os pães que Ele ainda não tinha, mas tinha certeza de que iriam receber.
Nós temos que tomar o exemplo de Jesus Cristo e caminhar da mesma maneira, na segurança da fé. Quando você tem essa fé começa a caminhar nessa segurança. Se pessoas estão sempre falando de doenças, é preciso questionar no que esta pessoa está crendo. Mas se na sua boca sai só bênção, coisas boas, então ela tem fé.
Hoje pedimos algo e acreditamos que recebemos e damos graças. Se você acredita, passe o que passar, mantenha-se firme, e se alguém vier orar por você, diga: “Deus já realizou sua obra em minha vida”. Mas se este irmão insistir, para não ser mal educado, aceite a oração e já entre em ação de graças e serão duas pessoas agradecendo. Se você cantar hinos de louvor a Deus, quantas vitórias não contemplará?

Precisamos crer na vitória de Deus!

II Congresso Latino-americano de Cura e Libertação Canção Nova
Pregador:Neil Velez

terça-feira, 24 de março de 2009

Buscai as coisas do Alto
Somos introduzidos com Cristo no Céu...

"...buscai as coisas do alto, onde Cristo está entronizado à direita de Deus." (Col 3,1).
Todo homem traz em si o desejo pelo Alto, por Deus. O homem nasceu para transcender desta vida e voltar para o Criador. No fundo do seu coração há um profundo desejo pelas coisas de Deus.
Mesmo aqueles que não tiveram um encontro pessoal com o Deus verdadeiro, seu coração não vai ter paz, ou não vai descansar enquanto em Cristo não repousar, no Alto junto a Deus.
Por isso, todo homem tem sede de religião, de estar em contato com o divino e o sobrenatural. Ele tenta se refugiar e, busca outras coisas longe de Deus. Não encontrando o Deus Verdadeiro, seu coração tenta se preencher no vazio do mundo, das coisas, nas pessoas ou em si mesmo.
Seu coração jamais terá repouso enquanto em Deus você não se encontrar. Cristo se encarnou para introduzir o homem no seio da Trindade de onde vimos e voltaremos.
Pois todo homem deseja viver e estar em Deus, mas não sabe como; vive perdido pelo mundo a bater cabeça sem experimentar a verdadeira alegria que é estar em Deus, seu amor.
"Também a própria criação espera ser libertada da escravidão da corrupção em vista da liberdade que é a gloria dos filhos de Deus" (Rm 8,21).
Por isso, todo homem está sujeito a ser escravo dos seus próprios desejos, deixando de lado a sua própria liberdade de filho, que é condição humana. Por si próprio ele se escraviza nos seus desejos carnais, substituindo Deus por um objeto ou pessoa.
Quando colocamos algo em nossa vida como meta – que não seja Deus – estamos nos escravizando e caindo no vazio.
"E Ele nos ressuscitou com Cristo e com Ele nos fez sentar nos céus, em virtude de nossa união com Cristo Jesus" (Ef 2,6).
Eis a razão de buscarmos as coisas do Alto, para sermos introduzidos com Cristo no Céu. Foi para a ressurreição em Cristo que fomos chamados. Assim, como Cristo ressuscitou, nós também somos chamados a ressuscitar do homem velho que em nós grita para vencer a batalha.
O verdadeiro sentido de buscarmos as coisas do Alto é o próprio Cristo. Assim, as coisas terão sentido quando nos unimos a Ele, somente a Ele.
Marcelo Braga.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Como evangelizar?
Ministério de música

De onde começar?


Quais as oportunidades que temos para evangelizar?Quantas oportunidades Deus nos deu para evangelizar por meio da música, mas as deixamos passar, porque ainda esperamos aquela... Sabe aquela oportunidade?Muitas vezes, nos acostumamos com as grandes coisas: missões, grupos lotados, muita gente aclamando e cantado a partir da nossa condução.


Não podemos nunca nos esquecer de que Deus, muitas vezes, nos dá oportunidades aparentemente bem pequenas, mas, nelas, podem estar guardadas grandes graças para nós ou para quem escuta aquilo que estamos tocando e/ou cantando.


O inimigo coloca em nossos corações a tentação de nos animarmos muito com os grandes eventos e situações na qual temos um som de grande potência, uma boa banda e um grande número de participantes, etc. Sim, devemos nos animar, mas devemos também, diante dessas oportunidades e dentro de nós, canalizar essa animação para a glória de Deus, agradecendo a Ele pela confiança e oportunidade.


Infelizmente, caímos no sutil erro da empolgação e acabamos por viver toda essa alegria sozinhos, nos esquecendo da batalha que existe por trás de tudo isso e ficamos vulneráveis à ação do inimigo; na mais grave das situações, barramos totalmente a graça, a cura, o milagre para aquele povo que nos escuta, ou para nós mesmos.Seja qual for a oportunidade que temos de exercer o nosso ministério, é um chamado que Deus nos faz. É um povo que espera, é uma batalha a ser travada e, já posso dizer, um inimigo a ser vencido ou até mesmo um meio de Deus trabalhar nos nossos corações. Mas por trás de qualquer lugar aonde iremos tocar ou cantar, a nossa vida deve ser a primeira oportunidade de cantarmos. Por isso, devemos cantar com a vida e, para isso, precisamos ser, primeiramente, homens e mulheres de oração. Músico ou musicista, precisamos ser coerentes com o que cantamos e, aí sim, conseguiremos cantar a vida.Resumindo: simplicidade, oração e coerência. Se conseguirmos viver essas três palavras, com certeza a última delas será abundante em nós: a unção.Volto à pergunta inicial: "De onde começar?". Começo da oportunidade que Deus me dá, com muita sabedoria e discernimento. Muitas vezes, ela é gradativa, outras são um grande susto para nós, além das nossas capacidades; outras vezes, as oportunidades desaparecem. Para cada um, Deus tem uma pedagogia, pois para Ele somos únicos.Deixo outra pergunta: "Qual a pedagogia de Deus para você? Por que Ele escolheu você como ministro de música da sua igreja?


Deus abençoe você e o seu ministério.


André FlorêncioMinistro de música e missionário da Canção Nova

domingo, 22 de março de 2009

Autodomínio
Devemos exercitar o domínio sobre nós mesmos

O futuro é o tempo que será construído por nós. O passado não volta e o presente, muitas vezes, é imutável. Mas se não tivemos a oportunidade de escolher nosso passado, podemos escolher e planejar nosso futuro. Com isso, vamos nos afeiçoando às coisas lá de cima.
Buscar as coisas do alto é caminhar para uma meta que sabemos que podemos atingir.
Deus está do nosso lado. O ser humano foi criado para dominar o mundo e as coisas do mundo. Deus o criou como parceiro. Temos o Espírito Santo que nos inspira e impulsiona para as coisas de Deus. Ele, que conhece as coisas do alto, nos ensina a amá-las e a gestá-las no coração.
Não adianta nada dominarmos as máquinas se as pessoas não conseguem se dominar. O primeiro domínio que devemos exercitar é o domínio sobre nós mesmos, sobre nossos desejos, acolhendo aquilo que está de acordo com as coisas do alto e rejeitando tudo aquilo que nos atrapalha na caminhada.
A certeza da morte e da vida eterna nos ajuda nesse processo. O medo da morte ou a tentação de se achar imortal, vivendo como se a morte não existisse, é uma das grandes causas da infelicidade humana. Não adianta amenizar a morte. Ela é a nossa única certeza. Sabendo disso, devemos canalizar nossa vida para valores que vencem a morte, que ultrapassam a morte, como Jesus fez e nos ensinou.
Essa certeza deve tornar-se também um parâmetro para que possamos julgar nossas ações, palavras e pensamentos. Se não sou eterno, o que tornarei eterno com minha vida? É preciso deixar marcas de eterno por onde passamos e com quem convivemos.
Buscar as coisas do alto é saber que essa meta é possível de ser alcançada. Não é fácil. Fácil é ir para o inferno, já que não exige esforço nenhum. As coisas de Deus são sempre difíceis, porque nos apegamos demais às coisas aqui da terra. Aliás, a dor maior que sentimos em nossas perdas é exatamente a dor do apego. Achamos que tudo é nosso e vivemos a ilusão de que tudo depende da gente.
Quando temos muita coisa para olhar e para cuidar, não olhamos para o essencial, aquilo que está além do óbvio.
(Artigo extraído do livro “Buscai as coisas do alto” do saudoso padre Léo)

sábado, 21 de março de 2009

Combatente como José

"Por que a imagem de São José se apresenta como um palma na mão? É a palma da vitória, da pureza dele, assim como os heróis que voltavam da batalha empunhando palmas nas mãos como sinal da vitória, é isso que acontece com esse grande santo.A Virgem Maria foi preservada do pecado original, mas José não; ela foi concebida sem o pecado original, não tinha concupiscências; São José, não, ele teve o pecado original e poderia dizer que era pecador como nós, tinha a concupiscência, que nós temos, a concupiscência da carne, dos olhos... Ele tinha a soberba da vida como diz São João, a concupiscência o [José] afogueava, ele tinha todas as paixões humanas devido ao pecado original, mas ele não pecou, ele lutou e se decidiu justamente quando o anjo lhe falou e ele entendeu o mistério que aconteceria com Maria, o mistério que era aquele Menino que nasceria. Ele se decidiu e lutou, não foi fácil para ele, não. Por isso ele tem uma palma, uma palma de vitória, ele foi o primeiro de uma multidão, pois é ele quem abre o Novo Testamento, como os heróis que têm a palma da mão. E nós todos estamos atrás dele para dizer a verdade, Pedro, João, Tiago, Mateus também vêm atrás dele; depois vem Paulo, mais tarde, Agostinho... Todos eles vêm atrás dele, depois vêm Francisco de Assis, João Bosco... e mais recentemente, vem João Paulo II. Eu e você viemos atrás dele, e o bonito: um trazendo o outro, mas nunca alguém vem sozinho, sempre vamos puxando o outro. José na frente, ele foi o primeiro, pecador como eu e como você, sentindo no seu corpo a concupiscência, sentindo a paixão em si mesmo, mas foi o primeiro a lutar, a resistir: "por hoje não vou pecar", e por isso, ele tem a palma da vitória que eu e você precisamos ter também.

Marcelo Braga.

sexta-feira, 20 de março de 2009

O Papa exorta.

O Papa Beno XVI exortou os padres católicos a recuperarem o uso da batina para estarem "presentes, identificados e reconhecidos nas várias áreas da sociedade moderna". Durante uma audiência no Palácio Apostólico do Vaticano, com um grupo de participantes na assembleia plenária da Congregação para o Clero da Santa Sé, o pontífice convidou os sacerdotes a procurar a "perfeição moral"."É urgente recuperar a consciência que impele aos sacerdotes a estarem presentes, identificáveis e reconhecíveis, tanto pela sua fé, pelas virtudes pessoais como pelos hábitos, cultura e caridade que foi sempre o centro da missão da Igreja ".


Marcelo Braga.

quinta-feira, 19 de março de 2009

São José
Ele rompeu com os paradigmas enraizados da cultura de sua época
Em um mundo onde muitos fazem de tudo para “crescer e aparecer” a qualquer custo – muitas vezes utilizando o outro como escada para isso –, raras são as pessoas que na vida fazem a opção pelas pequenas coisas.
Em um sistema de crenças e valores no qual, muitas vezes, o mais valorizado é o que mais aparece e o que mais ostenta uma posição de destaque, o universo da discrição e da simplicidade acaba ficando em segundo plano (para não dizer em último). Estamos, sem dúvida alguma, na era da imagem e no império da aparência, nos quais o que acaba se destacando é a ilusão e não o ser em sua essência.
Em meio a esse complexo contexto, uma figura, como a de São José, manifesta-se como um concreto ícone de contradição, instaurando naquele que sensivelmente o contempla uma aguda crise de contestação de seus valores. E isso é muito bom. Não somos árvores imóveis e passíveis – sendo que mesmo na natureza a vida é dinâmica – diante de nossa realidade e das crenças que nos são impostas pela sociedade. Por isso questionar – tentando sinceramente compreender o melhor caminho – é sempre uma atitude virtuosa, que rompe paradigmas e aponta um novo caminho.
São José, com sua justiça silenciosa e discreta, foi alguém que soube romper com os paradigmas (modelo que era seguido) da mentalidade da sua época, desafiando crenças já cristalizadas que semeavam o preconceito e a subtração do ser humano.
Vivendo as pequenas coisas de seu cotidiano de carpinteiro, com a coragem de realizar escolhas virtuosas não vistas por ninguém, ele teve a ousadia de ser autêntico – de ser ele mesmo, sem copiar antigos modelos – seguindo a novidade da inspiração dada por Deus. Ao encontrar Maria, grávida, “sem antes terem coabitado”, “sendo justo e não a querendo difamar, resolveu deixá-la secretamente” (cf. Mt 1, 18-19), enquanto a lei vigente em sua época ordenava a lapidação (morte por pedradas) para as mulheres adúlteras. E ao ter sido avisado em sonho por um anjo, foi dócil ao que Deus lhe pedira assumindo Maria como esposa, juntamente com o que “nela foi gerado” (cf. Mt 1, 20).
Enfim, José, em sua humildade e sem muitos holofotes, rompeu com um profundo paradigma enraizado em sua cultura havia muito séculos, no qual a justiça se sobrepunha à misericórdia.
Mas ele não é chamado o justo? Por que não agiu seguindo o padrão de justiça de sua época? Sim. Ele foi justo, mas o tamanho de sua justiça se manifestou na intensidade de sua misericórdia, pois, conseguiu ir além do julgamento, dando mais valor ao ser do que ao aparecer.
Por ser fruto daquela época e cultura, ele poderia muito bem ter pensado: “O que irão falar de mim? Como as pessoas me verão quando descobrirem que não desposei minha esposa?”. Mas ele foi além. Para ele o amor se expressava no bem que luta para que o outro seja mais, para que este seja feliz, mesmo quando ninguém o vê nem percebe e mesmo correndo o risco de ser mal-interpretado.
Quem ama não se importa com o que vão pensar ou falar, nem se torna “vaquinha de presépio”, escravizando-se por convenções culturais acerca do que deve ser feito. Quem ama – sem desrespeitar o que existe de bom na tradição – tem a coragem de superar o convencional para fazer o bem e promover a pessoa.
José não buscou os elogios dos observantes da lei nem o prestígio de ser “visto” por todos como cumpridor da justiça; diferentemente, ele buscou antes e acima de tudo estar em paz com a sua consciência, buscando em tudo ouvir e obedecer a Deus.
Ele – como muitos outros santos em nossa história – nos ensina que não é preciso muito barulho e alarde para realizarmos grandes mudanças e intensas revoluções e que o amor/obediência e a humildade são armas poderosas, capazes de questionar conceitos vigentes em toda uma sociedade.
Olhando para São José, percebo – como antes já cria – que é preciso não ter medo de romper com convenções sociais e agir de maneira nova; é claro, em tudo fazendo o bem e obedecendo a Deus.
Com certeza, se o fato se tornasse público o pai adotivo de Jesus receberia muitas críticas, como os que ousam pensar diferente recebem-nas: “Por que você vive, pensa, escreve e age diferente? Está errado, tem de ser do jeito que todo mundo faz...”. Contemplando a justiça silenciosa e transformadora desse grande homem de Deus pergunto: Será que temos mesmo [de agir como todos]?
O carpinteiro foi santo o bastante para transcender aos olhares que o acusariam, fixando o olhar apenas onde o Amor tem sua morada.
Que o exemplo do grande e amado pai de nosso Salvador suscite em nós a coragem de sermos melhores, pois ele estava voltado em tudo para o Cristo sem se aprisionar a estruturas que escravizam o ser.
Marcelo Braga.

quarta-feira, 18 de março de 2009

A arte de ser encontrado por Deus.
Enquanto nós fingirmos para nós mesmos, nós não iremos a lugar algum.

Padre Fábio, meditando o Evangelho de São João (cap.4) – a passagem da Samaritana –, ajuda-nos a entender a importância de rever o passado e projetar o futuro.
Você já pode perceber que uma pessoa, no momento que se encontra mais necessitada, torna-se também vulnerável? E há pessoas que têm o dom de nos seduzir.
Na leitura do Evangelho, a passagem da Samaritana (Jo, 4) aconteceu ao meio-dia. Essa mulher foi encontrada, talvez, no momento em que o corpo mais precisava de um cuidado.
O meio-dia representa, aqui, a separação daquilo que fizemos na manhã e o que vamos fazer à tarde. Esta "manhã" é simbolizada por aquilo que nos fez cansados, ou seja, o nosso passado, aquilo que já foi vivido. O perigo que podemos correr é de fazer, do período da "tarde", uma repetição daquilo que vivemos no passado do nosso dia, isto é, a nossa "manhã".
A "manhã" dessa mulher, como relata o Evangelho, foi toda errada, porque ela não alcançou seus objetivos. Então, entra Aquele por quem nos apaixonamos um dia: Jesus!
É Deus quem pede um favor para uma mulher que viveu uma manhã sem esperança. No diálogo com Jesus, a mulher recorda da sua manhã, reconhece-se "não merecedora"; vê-se totalmente tomada pela derrota. Só um olhar, como o de Jesus, para nos fazer esquecer tudo aquilo que não deu certo.
Às vezes, encontramos pessoas que nos fazem esquecer a nossa amargura, provocada pela vida. Jesus olhou para aquela mulher não para condená-la, mas para uma profunda cura interior.
Profeta não é aquele que nos aponta um futuro glorioso, mas que nos mostra aquilo que precisamos renunciar para, depois, assumirmos um futuro glorioso. Diante de Deus, máscaras não funcionam. O que aquela mulher precisava fazer era só ter a capacidade de dizer: "Eu sou isso".
Enquanto fingirmos para nós mesmos, não iremos a lugar nenhum; enquanto não reconhecermos as nossas necessidades, nossas lutas e nossos males; enquanto não dermos nomes aos nossos inimigos e olharmos nos olhos deles, eles serão maiores do que nós. Enquanto tivermos medo dos malefícios da "manhã", não seremos capazes de entrar na "tarde" com as cores de ressurreição.
É impossível amar o outro se antes o amor de Jesus não estiver amando em nós e não estiver nos devolvendo, o tempo todo, a nós mesmos. Quando nos amamos, o que, na verdade, estamos fazendo não é trazendo o outro para nós, pois isto é equivoco, é a "manhã" que não deu certo. Amor de ressuscitados, amor de homens e mulheres que acreditam em Deus não é amor que retém, é amor que devolve ele a ele mesmo. Amor humano é devolução, é restituição. A pessoa que aceita qualquer coisa também será deixado por qualquer coisa.
Quantos de nós temos de passar pelo duro aprendizado de dizer "não deu certo". Essa é a coragem de olhar para nós mesmos e reconhecermos: "Não deu certo, mas ainda pode dar". Por orgulho, nós mentimos para o outro. Jesus deu a força para aquela mulher reconhecer: "Eu não nasci para viver essa condição de miserável eternamente".
Na sua vida, você faz a experiência de encontrar e de ser encontrado. Tantas vezes você esbarra naquele irmão que você já não vê há trinta anos e por quem já não sente mais nada. Irmãos que, há tanto tempo, não se encontram, porque não têm a coragem de contar a sede que têm do outro, e este não sabe que seu irmão está sedento.
Quantas relações humanas estão falidas porque as pessoas não conseguem mais reinaugurar um ao outro.
Às vezes, somos especialistas em colocar os olhos somente naquilo que não deu certo em nós.
Sabe o que mais me fascinava no padre Léo? A capacidade que ele tinha de não olhar a prostituta, mas de ver a mulher.
Comece pelos pequenos gestos, nem que seja lavando um copinho sujo de café. Eu sei que você tem realidades muito concretas, sobre as quais você pode dizer: "Eu não fui fiel, eu não fui irmão; eu fui pelo caminho da prostituição. Eu corri atrás do retrocesso, ao invés de correr atrás do poço de água limpa para por atenção na manhã que não deu certo. Confiei em estranhos, ao invés de confiar naqueles que me colocaram no mundo. Permiti que muitos me jogassem no barro da indiferença e esqueci-me de quem eu era". Eu o desafio, agora, a estar sentado à beira do poço.
Ao invés de um rosto marcado pela revolta, no rosto de Jesus você encontra amor. Você pode correr para Jesus, pois a sua "manhã" só pode ser esquecida se você fixar o seu olhar no rosto d'Ele; neste olhar que pode reinaugurá-lo e tirar a placa que lhe dizia "falido".
Hoje, receba a placa que diz: reinaugurado por Jesus.

terça-feira, 17 de março de 2009

A pureza do olhar
É olhar com carinho para o outro


Ter olhos puros é ter uma conexão direta com nosso coração. Quando Deus transforma o nosso jeito de pensar, modifica também o nosso jeito de olhar as coisas e as pessoas. Vemos as coisas com os olhos da pureza, sem preconceito. Olhar as pessoas com pureza significa permitir que elas sejam vistas por nós como se estivessem sendo vistas por Jesus.
É muito bonito descobrirmos que, na oportunidade de encontrar o outro, também encontramos um pouquinho daquilo que somos. Há duas formas da fazermos isso: nos alegrando quando vemos, refletido no outro, um pouco daquilo que temos de bom. Mas também podemos nos entristecer, quando vemos o que o outro tem de ruim e descobrimos que somos ruins também daquele jeito.
Por isso é natural que, muitas vezes, aquilo que eu escuto de ruim do outro eu acabo não gostando, porque, na verdade, ele me mostra o que eu sou.
Ter a pureza no olhar significa você se despir de tudo e começar a olhar com carinho e liberdade para aquilo que o outro é, permitindo que esse seja o encontro frutuoso, tanto para nos mostrar o que temos de bom e para nos indicar no que precisamos ser melhor.
Neste dia de Santa Luzia, desejo que todos nós tenhamos os olhos puros.

Marcelo Braga

segunda-feira, 16 de março de 2009

Bento XVI anuncia que Igreja vai realizar um Ano Sacerdotal
Por ocasião dos 150 anos da morte do Santo Cura d'Ars, João Maria Vianney, Bento XVI anunciou esta manhã que, de 19 de junho de 2009 a 19 de junho de 2010, se realizará um especial Ano Sacerdotal, que terá como tema: "Fidelidade de Cristo, fidelidade do sacerdote".Segundo comunicado divulgado pela Sala de Imprensa da Santa Sé, o Santo Padre abrirá este Ano presidindo a celebração das Vésperas, em 19 de junho, solenidade do Santíssimo Coração de Jesus e Dia de santificação sacerdotal, na presença da relíquia de Cura d'Ars trazida pelo Bispo de Belley-Ars. Bento XVI encerrará o Ano em 19 de junho de 2010, participando de um "Encontro Mundial Sacerdotal" na Praça S. Pedro.Ainda de acordo com o comunicado, durante este Ano jubilar, Bento XVI proclamará São João Maria Vianney "Padroeiro de todos os sacerdotes do mundo". Além disso, será publicado o "Diretório para os Confessores e os Diretos Espirituais", junto a uma coletânea de textos do Santo Padre sobre temas essenciais da vida e da missão sacerdotal na época atual.A Congregação para o Clero, em parceria com os Ordinários diocesanos e os Superiores dos Institutos religiosos, será o encarregado de promover e coordenar as várias iniciativas espirituais e pastorais. A finalidade deste Ano é ressaltar sempre a importância do papel e da missão do sacerdote na Igreja e na sociedade contemporânea, como também a necessidade de potencializar a formação permanente dos sacerdotes, relacionado-a com a dos seminaristas.

Seis passos para viver bem a Quaresma

A Quaresma é um tempo de graça, um verdadeiro Kairos, tempo da manifestação de Deus. Esse período tem como característica duas realidades muito importantes:
1ª: Olhar para Jesus;
2ª: Conversão. Nesse tempo, somos levados pela Igreja a seguir Jesus em Seus últimos momentos de vida na terra para – junto com Ele – aprendermos o que é o amor e a misericórdia.
Quaresma é também conversão, revisão de vida e mudança de atitude. Tudo concorre para isso nesse período: a liturgia, os cânticos, as orações. É tempo de olhar para tudo o que temos vivido e como o temos vivido: nossos relacionamentos em casa, no trabalho, na escola, nosso relacionamento com Deus. Será que Ele tem sido o nosso tudo? Nossa relação com Ele é de confiança, de intimidade e amor?


Algumas atitudes nossas podem nos ajudar a mergulhar fundo nessa graça. Por exemplo:


1. Aproveite esse tempo para silenciar um pouco, criar um clima de interioridade, evitando músicas muito altas em casa, no quarto; valorizando as que nos levam a uma maior reflexão e oração.


2. Separe um tempo do dia para a oração pessoal. Crie em sua casa ou no seu quarto um pequeno altar, ali coloque um crucifixo, uma vela, a Bíblia aberta, para que o ambiente seja convidativo à oração.


3. Nas sextas-feiras, se for possível, medite as estações da Via-Sacra. Isso o ajudará a mergulhar no mistério da Paixão do Senhor.


4. Durante o tempo quaresmal se proponha a também fazer obras de misericórdia. Por exemplo: visitar um doente, visitar um asilo, levar alguma ajuda concreta a uma família mais carente, como roupas que você já não esteja usando ou alimentos. Tudo isso gerará em seu coração um sentimento de alegria por poder fazer algo de bom a alguém.


5. Quaresma também é tempo de perdoar e de pedir perdão. Se você tem alguém a quem precisa perdoar, peça a Deus a graça de conceder esse perdão e se foi você que feriu esse alguém, dê o passo em direção à pessoa e peça-lhe perdão. É tempo de reconstruir as pontes de reconciliação.


6. A confissão é fundamental nesse período, não deixe para a última hora, procure o sacerdote no decorrer da Quaresma para que, auxiliado pela graça desse sacramento, você colha todos os frutos desse tempo.


O importante é que você e eu tomemos consciência de tudo o que o Senhor deseja realizar em nossas vidas e nos esforcemos para não deixar a graça passar.


Marcelo Braga

sexta-feira, 13 de março de 2009


Ausência: frustração ou possibilidade?
O vazio insere o ser do homem no nada

É duro digerir o sabor de uma ausência. Alguém que parte, vai embora, deixando apenas o silêncio, o barulho do seu silêncio.
Uma presença tem o poder de ocupar um espaço – lugar definido e cheio de significação – no coração, um pedaço que se encaixa com tudo aquilo que é próprio dessa presença.
A ausência sempre dói, deixa um vazio. Mesmo quando não se percebe.
Ninguém constrói a vida com o intuito de ser abandonado, deixado para trás, de ser impossibilitado de contemplar aquilo que seu coração amou. No entanto, a ausência é uma linha que sempre perpassará a trama da existência, e em algum momento – voluntaria ou involuntariamente – ela se fará presença em nossa história. Inúmeras são as ausências: olhares, histórias, palavras que exercem o ofício de passar...
Existem ausências eternas – a morte, por exemplo –, e ausências circunstanciais, tecidas pelo abandono ou pela distância daqueles que se que amam.
A experiência de perder alguém para a eternidade gera uma enorme dor no coração. Contudo, a experiência de perder uma presença em uma ausência ainda presente na existência desinstala profundamente o coração, deixando um gosto de desamparo e frustração. O abandono traduz com maestria um dos maiores desejos da vida: o desejo da presença.
O vazio insere o ser do homem no nada, na náusea da mais profunda descaracterização daquilo que se é. Diante disso, em muitos corações ecoa a silenciosa pergunta: Por quê? Porque agora estou na companhia da solidão e não restou nenhuma palavra para explicar: “Sinto falta da sua voz. Não a ouço, mas ela continua falando dentro de mim...”.
O vazio – ausência que configura a real desconfiguração – coloca o homem diante de sua verdade, revelando a ele sua necessidade de uma Presença que não passe. “Presença que não passe?” – diriam aqueles que jazem sufocados sob o peso da frustração – “Isso é possível? Visto que o abandono é companhia constante, que em algum momento baterá à nossa porta?” A isso responderia: “Não sei. Não quero ter a pretensão de dar pequenas respostas a grandes vazios”. Entretanto, com ousadia, desejo devolver a pergunta: É possível dar “Sentido” a vazios que nasceram em virtude da presença de uma ausência?
Acredito que essa resposta mora em cada um. O coração sempre soube – mesmo que inconscientemente – que a vida nasceu para ser mais que seus próprios limites. Esse é um pressentimento inerente.
Um vazio sempre gerará a frustração, mas esta precisa ser enfrentada e “resignificada”. Amar é uma maneira concreta de fazer isso. Amor: capacidade de guardar o que é bom, de superar distâncias e de superar – até mesmo – o fato de não mais ser querido e acompanhado por alguém.
As ausências se tornam suportáveis e até mesmo aprendizado se o coração consegue descobrir essa “Presença”, que não passa, e n’Ela consegue se ancorar.
Essa Presença é real. Ela acompanha a existência e dá sentido a qualquer vazio, pois tem o amor como essência. Ela nunca vai embora... Quando o olhar descobre tal realidade, ele tem a chance de não mais se entrelaçar apenas no que passa, mas pode descobrir, a partir da ausência, “tijolos” que constroem eternidade, pois provocam o olhar para a busca do Eterno e daquilo que O compõe.
Que o coração possa se enxergar sem ilusões diante das perdas e do real e, assim, possa encontrar – mesmo na ausência – forças para emoldurar com esperança suas dores e sua história.
Marcelo Braga.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Amar dói

Amar dói. Se alguém disser que amar não dói precisa rever o conceito de amor. Mas, acredite: vale a pena amar; vale a pena arrancar um pedaço de nós para dar ao outro. O seu coração é maravilhoso, mesmo estando um pouco machucado, detonado, ele é lindo. Abra a sua Bíblia agora no Evangelho de São Lucas, capítulo 19, versículos 1-10, você encontrará a leitura do encontro de Jesus com Zaqueu. Esse homem era cobrador de impostos; esta era uma profissão difícil. A riqueza desse homem vinha dos 'mensalões', do dinheiro do povo, ele 'passava a perna' em muita gente. Mas ele tinha um desejo muito grande de se encontrar com Jesus. Mas o que tem a ver o Zaqueu comigo e com você? Você tem cara de cobrador de impostos? Pode até ser que não, mas você tem uma história, assim como ele. Aparentemente a vida dele não era bonita, mas aí é que entra o assunto do nosso artigo. Qual é a sua história? Você já teve vontade de fugir? De trocar de país? A sua história, seja ela como tenha sido até aqui, é linda. Ela é rica! Assim como o Senhor entrou em Jericó para revolucionar a vida desse cobrador de impostos, Ele quer entrar na sua vida hoje para restaurar você. Quais são os problemas pelos quais você está passando? Quais sofrimentos você vive que o impedem de ver Jesus? Zaqueu não parou nos seus pecados, ele foi além. Qual é a multidão de coisas que você tem vivido que o proíbem de ver o Senhor? A subida não é fácil, sair da multidão de coisas que nos impedem de vê-Lo também não o é. Mas Ele quer que você suba! Veja o Senhor que está passando. Encare os seus problemas, seja o que for que você tenha vivido até agora, não pare! Para se encontrar com Jesus você precisa sair dos seus problemas. Não pare no limite, na dor, busque ver o Senhor nas situações da sua vida. É possível, sim, fazer escolhas diferentes. O que eu acho mais lindo em Deus é que Ele foi gente. Ele sofreu, foi humilhado, odiado... Jesus quis sofrer tudo isso para dizer para você que é possível dar um novo sentido à sua vida. Deus existe e está cuidando de cada um de nós. Ele não o abandonou naquela dificuldade que você encontrou, Ele estava lá e ainda está aí do seu lado. É dos limitados e dos pobres a predileção de Deus. A sua história é uma história de salvação. Deus encontrou você um dia, deu-lhe vida e disse-lhe que você nasceu para dar certo. Muitas respostas que nós damos hoje são consequências do passado. O que nós vivemos nos influencia no presente. Só que o que você faz com o seu passado pode ser mudado agora. Reinterpretar o seu passado pode ser feito agora. Em uma tragédia, você pode se desesperar ou descobrir onde estava Deus naquela situação. Você pode fazer a sua história diferente. Não pare nas situações da sua vida, vá além! Peça para o Senhor dar sentido e razão onde essas virtudes lhe faltaram um dia. Diga: “Eu nasci para dar certo!” Você quer receber Jesus na sua casa? Então, acredite que o seu passado não determina você, ele apenas diz o que você é, mas não o que será. O seu presente quem decide é você. Não pare no seu sofrimento, o seu futuro depende apenas de você! Hoje, se você escolher as respostas em Deus, tudo vai ser diferente. Descubra o Senhor nos pequenos detalhes da sua vida.

Marcelo Braga.

quarta-feira, 11 de março de 2009


Excomunhão: a "latae sententiae" e a "ferendae sententiae".

Na semana passada o caso da menina pernambucana de 9 anos que foi vítima de estupro e acabou grávida de gêmeos que foram, por sua vez, assassinados (abortados), foi a salvação da mídia brasileira em termos de IBOPE. Afinal, sabemos, atacar a Igreja é sempre um bom material. Interessante como eu mesmo iniciei falando de uma menina de 9 anos, estuprada, cujos filhos gêmeos foram assassinados (abortados), e acabo mencionando sempre a Igreja ao final.Foi exatamente isso o que aconteceu semana passada. O show em que a mídia incorreu o caso foi digno de aplausos (sarcásticos).Tudo aconteceu porque a Igreja, através do Arcebispo de Olinda e Recife, Dom José Cardoso Sobrinho, falou à imprensa sobre a excomunhão dos envolvidos no abordo, com exceção da menina de 9 anos, obviamente.É obvio que seria muito pedir para a imprensa brasileira explicar que nesse caso o Bispo não precisaria nem mencionar nada sobre a excomunhão porque os envolvidos estão automaticamente excomungados. Seria um absurdo exigir da imprensa que explicasse a diferença entre excomunhão latae sententiae e excomunhão ferendae sententiae.Acho que seria demais pedir uma explicação a eles sobre isso não é? Aliás, será que eles sabem a diferença. Em todo o caso, sabendo eles ou não vamos dar uma explicação bem rápida dessa diferença:Ferendae sententiae - dada por um juiz após o julgamento do caso.Latae sententiae – em palavras rápidas é a excomunhão automática.O aborto incorre em excomunhão latae sententiae conforme se verifica no cânon 1398 do Código de Direito Canônico:Cân. 1398 Quem provoca aborto, seguindo-se o efeito, incorre em excomunhão latae sententiae.Acho que mais claro do que esse cânon é meio impossível.Pois então, o Bispo só quis deixar clara a posição da Igreja sobre o assunto, o que, na minha opinião faz muito bem, mesmo em casos de excomunhão latae sententiae. Isso devia ser feito por todos os Bispos em uníssono em casos como o dos comunistas e os abortistas em geral. Penso que a Igreja deve ter seus filhos muito bem marcados, como Deus determinou que fosse feito quando levou os primogênitos do Egito. Mas isso é só a minha opinião. A Igreja sabe o que melhor fazer nesses casos e age bem conforme seus discernimentos.Tivemos o infame Arnaldo Jabor, seria um pouco de pretensão minha que ele descesse do altar em que se coloca para ler esse texto, mas seria ótimo. Esse indivíduo que critica sem ter a mínima ideia (sem acento) do que fala, e isso não é privilégio da religião, afirmou que a lei de Deus não pode ser a mesma Lei escrita por homens: vide: http://colunas.jg.globo.com/arnaldojabor/2009/03/05/arnaldo-jabor-condena-excomunhao-em-olinda/Grande cronista esse que sequer sabe interpretar um texto. É certo que esse texto é de grande complexidade e que outras coisas deveriam ser interpretadas e entendidas por ele antes de ousar pegar um texto bíblico, mas acho que isso seria demais para uma mente tão pouco abrangente que só sabe criticar sem encontrar alternativas.Em todo caso ai vai a sua explicação Arnaldo Jabor:As penas latae sententiae, assim como toda a lei eclesial (que quer dizer da Igreja, tá?) não estão prescritas por Deus; são delineadas pela autoridade da Igreja (Católica, claro) que tem o poder de ligar e desligar (Mt. 16, 19). São penas de Direito eclesiástico. Se o Papa quiser, retira a pena latae sententiae para o caso de aborto, mas a Igreja julga que deve existir por algum motivo. Independente das penas de Direito eclesiástico, há as de Direito divino, isto é, a pena eterna e a pena temporal.Agora vamos aos argumentos mais diretos. Me digam porque a vida de uma mãe, não interessa a idade, vale mais do que a de uma criança que está por nascer. Uma não vale mais que a outra. No caso de precisar escolher, que a escolha seja feita para salvar a que tem mais condições de sobreviver, independente se está dentro ou fora do útero.Essa história de que a menina poderia morrer está extremamente mal contada. Isso porque já estava com aproximadamente 4 meses de gestação e nenhum documento médico, até o momento foi divulgado. Apenas foram divulgados falatórios.Não foi divulgado, também , que a mãe é absolutamente analfabeta. Claro que seria facilmente convencida de qualquer coisa para salvar a vida da filha e não iria pedir nenhum documento médico para provar o que lhe falavam, e mesmo se pedisse não iria conseguir ler. O pai é semi-analfabeto e também disse, assim como a mãe que só autorizaria o aborto porque sua filha corria risco. Mais uma vez afirmamos não haver prova nenhuma disso.O Pe. Edson Rodrigues, que primeiramente acompanhou o caso, escreveu no site da Editora Cléofas relatando cada momento do acontecido. Tal relato pode ser lido em: http://www.cleofas.com.br/virtual/texto.php?doc=OPINIAO&id=opi0441Muitas meninas já foram vítimas do mesmo crime acontecido e levaram a gravidez adiante. Por vezes foram meninas até mais novas. Por outro lado, por séculos, a menstruação era sinal de que a menina já podia contrair núpcias. Isso nunca foi impedimento para que meninas de 9, 10, 11 anos se casassem e tivessem não um, mas vários filhos antes dos 16 anos. Muitas morriam, isso é certo. Mas hoje também morrem, independente da idade.Vários são os casos recentes e reais de gravidezes precoces levadas adiante, vejamos:Mãe aos nove anos de idade - http://diario.iol.pt/noticia.html?id=704881&div_id=4071A incrível história de Lina Medina a menina peruana que entrou para a história da Medicina por ter sido mãe aos 5 anos há mais de seis décadas vive hoje na miséria, sem assistência do governo - http://www2.correioweb.com.br/cw/EDICAO_20020911/vid_mat_110902_36.htmMenina estuprada de 9 anos é mãe mais jovem do Peru - http://noticias.uol.com.br/ultnot/afp/2006/12/02/ult34u169397.jhtmSerá que esses casos são diferentes assim? Ou será que a vontade de matar sobrepôs a vontade de tratar?Fico feliz que a Igreja do Brasil tenha sido uníssona no caso, conforme se verifica na nota divulgada pela CNBB, bem como em entrevista do Cardel Primaz do Brasil Dom Geraldo Majela. Essa é a Igreja única e unida.

Marcelo Braga.
Oração une a Deus

Queridos irmãos e irmãs,

Nos dias passados, como sabeis, fiz os exercícios espirituais, junto com meus colaboradores da Cúria Romana. Foi uma semana de silêncio e oração: a mente e o coração puderam dedicar-se totalmente a Deus, à escuta de sua Palavra, à meditação dos mistérios de Cristo. Guardando as distâncias, é algo assim como o que sucedeu aos apóstolos Pedro, Tiago e João, quando Jesus os levou ao alto do monte, em um lugar separado, sozinhos, e enquanto rezava se «transfigurou»: seu rosto e sua pessoa ficaram iluminados, resplandecentes. A liturgia volta a propor este famoso episódio precisamente hoje, neste segundo domingo da Quaresma (Cf. Marcos 9,2-10). Jesus queria que seus discípulos, em particular os que teriam a responsabilidade de guiar a Igreja nascente, fizessem uma experiência direta de sua glória divina para enfrentar o escândalo da cruz. De fato, quando chegasse a hora da traição e Jesus se retirasse para rezar no Getsemani, teria ao seu lado os mesmos Pedro, Tiago e João, pedindo-lhes que velassem e rezassem por Ele? (Cf. Mateus 26,38). Eles não conseguiriam, mas a graça de Cristo os apoiaria e ajudaria a crer na Ressurreição.
Quero sublinhar que a Transfiguração foi essencialmente uma experiência de oração (Cf. Lucas 9, 28-29). A oração, de fato, alcança seu cume, e por isso se converte em luz interior, quando o espírito do homem adere ao de Deus e suas vontades se fundem, como formando uma só coisa. Quando Jesus subiu ao monte, se submergiu na contemplação do desígnio de amor do Pai, que o havia mandado ao mundo para salvar a humanidade. Junto a Jesus apareceram Elias e Moisés, para mostrar que as Sagradas Escrituras concordavam em anunciar o mistério de sua Páscoa, ou seja, que Cristo devia sofrer e morrer para entrar em sua glória (Cf. Lucas 24, 26.46). Naquele momento, continuou dizendo, «Jesus viu como se apresentava ante de si a Cruz, o extremo sacrifício necessário para libertar-nos do domínio do pecado e da morte. E, em seu coração, uma vez mais repetiu seu “amém”. Disse “sim”, “eis-me aqui”, “que se cumpra, Pai, tua vontade de amor”. E, como havia sucedido após o Batismo no Jordão, chegaram do Céu os sinais da complascência de Deus Pai: a luz, que transfigurou Cristo e a voz que proclamou o “Filho querido” (Marcos 9, 7).
Junto com o jejum e as obras de misericórdia, a oração forma a estrutura que rege nossa vida espiritual. Queridos irmãos e irmãs, vos exorto a encontrar neste tempo de Quaresma momentos prolongados de silêncio, se for possível de retiro, para revisar a própria vida à luz do desígnio de amor do Pai celestial. Deixai-vos guiar nesta escuta mais intensa de Deus pela Virgem Maria, mestra e modelo de oração. Também ela, na profunda escuridão da paixão de Cristo, não perdeu, mas guardou em seu espírito a luz do Filho divino. Por este motivo, a invoquemos como Mãe da confiança e da esperança! A data de hoje, 8 de março, nos convida a refletir sobre a condição da mulher e a renovar o compromisso para que sempre e em todo lugar cada pessoa possa viver e manifestar em plenitude suas próprias capacidades, obtendo pleno respeito por sua dignidade. Deste modo se expressaram o Concílio Vaticano II e o magistério pontifício, em particular a carta apostólica Mulieris dignitatem do servo de Deus João Paulo II (15 de agosto de 1988).
Os testemunhos dos santos têm mais valor que os documentos; e nossa época teve o de Madre Teresa de Calcutá: humilde filha da Albânia, convertida, pela graça de Deus, em exemplo para todo o mundo no exercício da caridade e no serviço da promoção humana. Outras muitas mulheres trabalham cada dia, no escondido, pelo bem da humanidade e pelo Reino de Deus! Asseguro hoje minha oração por todas as mulheres para que sejam cada vez mais respeitadas em sua dignidade e valorizadas em suas positivas potencialidades.
Queridos irmãos e irmãs, no clima da mais intensa oração que caracteriza a Quaresma, encomendo-vos as duas viagens apostólicas que, se Deus quiser, realizarei em breve. Na semana que vem, de 17 a 23 de março, irei à África, primeiro a Camerões e depois a Angola, para manifestar minha proximidade concreta e a da Igreja aos cristãos e às populações desse continente, que me é particularmente querido. Depois, de 8 a 15 de maio, realizarei uma peregrinação à Terra Santa para pedir ao Senhor, ao visitar os lugares santificados por sua passagem terrena, o precioso dom da unidade e da paz para o Oriente Médio e para toda a humanidade. Desde agora conto com o apoio espiritual de todos vós para que Deus me acompanhe e encha com suas graças a quem encontrarei em meu caminho.
Papa Bento XVI
Marcelo Braga

terça-feira, 10 de março de 2009

Jesus quer dar uma nova vida

Talvez você esteja precisando de ressurreição, como Zaqueu, que era um homem com muito dinheiro, muito poder na cidade de Jericó. Odiado pelo povo a quem enganava, ele já não aguentava sua vida, mas não encontrava um caminho para mudar. Ao saber que Jesus que estava na região, foi até Ele e subiu em uma árvore para vê-Lo, e o Senhor o viu dizendo-lhe então: “Zaqueu, desce depressa que eu preciso estar hoje em sua casa”. Se você quer uma solução para a sua vida na esperança de que Jesus tem algo para fazer por você, você acertou. O Senhor foi à casa dele, e na hora em que estava saindo, Zaqueu lhe disse: “Senhor, se eu roubei alguém, vou devolver tudo e dar todo o restante para os pobres”. E Jesus lhe respondeu: “Hoje a salvação entrou nesta casa, porque também este é filho de Deus; porque o Filho do Homem veio para buscar e salvar aquilo que estava perdido”. Assim como fez com Zaqueu, Jesus quer entrar em sua casa e salvar o que possa estar perdido. Se for preciso, faça com Maria Madalena, que não esperou que Jesus fosse até a sua casa. Ela era uma prostituta de classe que tinha tudo o que queria: os homens a seus pés, dinheiro, vestidos, perfumes, as melhores coisas da época. Era bonita, apreciada, mas já não suportava sua vida. Então, quando soube que o Senhor estava na casa de Simão, ela, ousadamente, embora todos soubessem de sua condição de prostituta, entrou na casa e jogou-se aos pés de Cristo; derramou-Lhe perfume sobre os pés, e, junto com este, lágrimas, lágrimas de arrependimento. O Senhor olhou para ela, e Maria Madalena se emocionou ainda mais, porque jamais um homem olhara para ela daquela maneira. Ela viu o amor, o perdão e o acolhimento nos olhos d'Ele. Então Jesus disse primeiro a Simão: “Seus numerosos pecados foram perdoados porque ela muito amou”. E ela: “Filha, a tua fé te salvou. Os teus pecados são perdoados. Vai e não peques mais”. Talvez você esteja nessa situação: conseguiu tudo aquilo com que sonhou, mas isso não satisfez seu coração, e você sente que em seu interior há muita sujeira. Faça como Maria Madalena e derrame aos pés do Senhor o fruto do seu pecado. Comece uma nova vida.Depois de perdoada, Maria Madalena tornou-se discípula de Jesus, a primeira discípula mulher, e no dia em que Jesus foi crucificado ela abriu caminho na multidão para estar ali ao lado d'Ele, ao pé da cruz, até o fim. E na manhã da Ressurreição, ao levar perfumes para o sepulcro, ela foi a primeira a vê-Lo ressuscitado. Cristo não ressuscitou para João, Seu discípulo amado, ou para Pedro, o chefe de Sua Igreja, que já tinham estado ali. Jesus apareceu para Maria Madalena, a pecadora arrependida, perdoada, que começou vida nova. É isso que Ele quer fazer com você.O inimigo de Deus tem suscitado revolta no coração dos jovens, e até no dos adultos, contra seus pais. Não existem pais perfeitos, é claro; se não erraram agora, erraram no passado; se não no passado, agora. E o maligno, a partir desses erros, cultiva a mágoa no coração dos filhos, que passam a não aguentá-los, a não suportar a voz deles; tudo em casa passa a irritar, a atrapalhar, e o consolo é procurado na rua. Isso é sujeira do inimigo, porque ele sabe que a coisa mais preciosa que temos é a família; mais do que de leite materno, precisamos de amor e carinho do pai, da mãe. Não admita essa revolta; esteja ela em que ponto estiver, transforme-a em afeto. Abra as portas do seu coração e da sua casa à salvação.É preciso resgatar o que nós, homens e mulheres, perdemos neste mundo: o amor pelas coisas de Deus, pela obra divina. A partir disso, com o poder do Espírito Santo, nos transformaremos em criaturas novas, ressuscitadas, e a criação ressurgirá ainda mais bela.
Marcelo Braga

segunda-feira, 9 de março de 2009

Oração para depois da comunhão:

Ficai comigo, Senhor, porque Vossa presença me é necessária para não Vos esquecer. Bem sabeis quão facilmente Vos abandono...Ficai comigo Senhor, porque sou fraco e preciso de Vossa fortaleza para não cair tantas vezes.Ficai comigo Senhor, porque sois minha vida e sem Vós me esmorece o fervor.Ficai comigo Senhor, porque sois minha luz e sem Vós me acho em trevas.Ficai Senhor comigo, para me mostrardes Vossa vontade.Ficai Senhor comigo, porque desejo amar-Vos muito e estar sempre em Vossa companhia.Ficai comigo Senhor, se quereis que eu Vos seja fiel.Ficai comigo Jesus, porque minha alma, conquanto paupérima, todavia quer ser para Vós um habitáculo de consolação, um ninho de amor. Ficai, Jesus, comigo, que entardece e o dia se vai... isto é, a vida passa... a morte se avizinha... avizinha o juízo, a eternidade... e é mister redobrar minha forças para não desfalecer no caminho, e para tal preciso de Vós. Entardece e vem a morte... Inquietam-me as trevas, as tentações, a aridez, as cruzes, as penas, e ah! como preciso de Vós, meu Jesus, nesta noite de exílio.Ficai, Jesus comigo, pois preciso de Vós nesta noite da vida e dos perigos.Fazei que eu Vos conheça como Vos conheceram os discípulos de Emaús ao partir do pão, isto é, que a união Eucarística seja a luz que dissipa as trevas, a força que me sustenta e a única felicidade do meu coração.Ficai, Senhor comigo, porque, ao chegar a morte, quero estar unido a Vós, se não pela Santa Comunhão, ao menos pela graça e pelo amor.Ficai, Jesus, comigo! Não Vos peço Vosso divino consolo, pois não o mereço, mas o dom de Vossa santíssima presença. Oh! sim, Vo-lo peço!Ficai, Senhor, comigo! Busco somente a Vós, o Vosso amor, a Vossa graça, a Vossa vontade, o vosso Espírito, porque Vos amo e não peço recompensa alguma, senão aumento de amor..Amor sólido, prático. Amar-Vos com perfeição por toda a eternidade. Assim seja.


Padre Pio