2° Traço de maturidade: Domínio sobre a afetividade
"Todas as coisas deste mundo não são mais do que terra, amontoa as debaixo dos seus pés, e estarás mais perto do céu"(Josemaria Escrivá Caminho)
O segundo passo do comportamento humano maduro é o domínio sobre a afetividade. Façamos algumas considerações sobre em que consiste a afetividade humana, antes de a relacionarmos com a maturidade.
A afetividade é a capacidade de experimentar (vivenciar) internamente a realidade exterior, sentindo o impacto por ela produzido no EU. É uma experiência interna de conteúdos emocionais acompanhada freqüentemente de manifestações somáticas, ainda que estes conteúdos estejam reprimidos no inconsciente.
"A visão clássica do ser humano tendia a ressaltar o valor do espírito em detrimento da realidade corpórea. Assim, no ser humano, o que realmente contava era a inteligência racional e a vontade livre. Sob essa perspectiva, o mundo escuro e indisciplinado dos afetos, emoções e sentimentos só poderia merecer um tratamento bastante depreciativo no processo de humanização.
"Claro que não podia ser negada a existência das afeições, pois eram experimentadas de maneira freqüentemente incômoda e perturbadora do equilíbrio racional. O problema era resolvido, amiúde, situando os abetos unicamente no domínio do mundo corpóreo sensível, justificando se assim, sua desvalorização. E quando se reconhecia na afetividade uma dimensão espiritual, não se sabia com certeza que a faculdade deviria ser atribuída: ao âmbito da razão ou ao domínio da vontade? As tentativas de referir a afetividade ao racional ou ao voluntário resultaram num apêndice difícil de ser integrado.
"A importância da afetividade no ser humano ficou evidenciada no mundo moderno sobretudo a partir da psicanálise. São as perturbações na afetividade que se encontram na base das neuroses. É impossível o amadurecimento da personalidade quando é descuidada a dimensão afetiva, fundamental no ser humano " (A Nova Evangelização e Maturidade Afetiva Pe. Afonso Garcia Rubio).
Em razão disto, qualquer distúrbio na vida afetiva poderá impedir o amadurecimento correto da personalidade, desencadeando processos doentios.
A criança, por carecer ainda dos meios intelectuais necessários para dominar suas emoções, é continuamente dominada pela afetividade no seu querer e no seu agir. A criança, mesmo que não compreenda com clareza, sente e vivência as situações com uma força extraordinária. O adolescente se carateriza por uma instabilidade afetiva sintomática. Seu psiquismo apresenta se como um complexo mundo de emoções, sentimentos, racionalizações, que condicionam um agir ao mesmo tempo riquíssimo e contuso, na sua incoerência.
A afetividade é a capacidade de experimentar (vivenciar) internamente a realidade exterior, sentindo o impacto por ela produzido no EU. É uma experiência interna de conteúdos emocionais acompanhada freqüentemente de manifestações somáticas, ainda que estes conteúdos estejam reprimidos no inconsciente.
"A visão clássica do ser humano tendia a ressaltar o valor do espírito em detrimento da realidade corpórea. Assim, no ser humano, o que realmente contava era a inteligência racional e a vontade livre. Sob essa perspectiva, o mundo escuro e indisciplinado dos afetos, emoções e sentimentos só poderia merecer um tratamento bastante depreciativo no processo de humanização.
"Claro que não podia ser negada a existência das afeições, pois eram experimentadas de maneira freqüentemente incômoda e perturbadora do equilíbrio racional. O problema era resolvido, amiúde, situando os abetos unicamente no domínio do mundo corpóreo sensível, justificando se assim, sua desvalorização. E quando se reconhecia na afetividade uma dimensão espiritual, não se sabia com certeza que a faculdade deviria ser atribuída: ao âmbito da razão ou ao domínio da vontade? As tentativas de referir a afetividade ao racional ou ao voluntário resultaram num apêndice difícil de ser integrado.
"A importância da afetividade no ser humano ficou evidenciada no mundo moderno sobretudo a partir da psicanálise. São as perturbações na afetividade que se encontram na base das neuroses. É impossível o amadurecimento da personalidade quando é descuidada a dimensão afetiva, fundamental no ser humano " (A Nova Evangelização e Maturidade Afetiva Pe. Afonso Garcia Rubio).
Em razão disto, qualquer distúrbio na vida afetiva poderá impedir o amadurecimento correto da personalidade, desencadeando processos doentios.
A criança, por carecer ainda dos meios intelectuais necessários para dominar suas emoções, é continuamente dominada pela afetividade no seu querer e no seu agir. A criança, mesmo que não compreenda com clareza, sente e vivência as situações com uma força extraordinária. O adolescente se carateriza por uma instabilidade afetiva sintomática. Seu psiquismo apresenta se como um complexo mundo de emoções, sentimentos, racionalizações, que condicionam um agir ao mesmo tempo riquíssimo e contuso, na sua incoerência.
Já o adulto, o ser humano maduro, tem um intelecto que lhe permite transferir ou deixar de lado, orientar, dirigir e aproveitar de maneira prática, dinâmica e construtiva sua afetividade. Pode aproveitar a riqueza da afetividade (e da sua expressão concreta, a sensibilidade) sem ser submerso por ela. É a inteligência, em definitivo, que assinala e determina, de maneira decisiva, o modo de agir. Há, porém, um aproveitamento da afetividade e da sensibilidade com um enriquecimento da personalidade, que dá calor humano e aproximação com os outros e com o mundo. Por isso a sensibilidade não pode ser destruída ou recalcada sem perigo de desajustamento psíquico.
O adulto que consegue, habitualmente, tal controle funcional e efetivo da sua afetividade apresenta se como um ser humano que:
O adulto que consegue, habitualmente, tal controle funcional e efetivo da sua afetividade apresenta se como um ser humano que:
- atua orientado por propósitos bem pensados; finalidades e objetivos concretos e claros, assumidos conscientemente: não hesita em pedir ajuda e orientação para chegar a um maior esclarecimento que lhe permita uma decisão mais garantida mas, ao mesmo tempo, se determina de maneira autônoma, prevendo os meios para chegar ao fim e superar obstáculos também previstos.
- persevera durante muito tempo, enquanto for necessária a ação para atingir a finalidade proposta, porque os obstáculos foram previstos e os meios para superá los também.
- supera sua afetividade espontânea; supera repugnâncias e atrações; sabe analisar os fatos e as pessoas de maneira mais profunda; nos conflitos com outras pessoas, sabe agüentar e superar situações.
- regido pela inteligência, hierarquiza valores atentivos colocando em primeiro lugar aqueles que o projetam fora de si em direção ao "outro" e, em último lugar, aqueles que se referem diretamente a ele próprio.
Observação:
Refletir sobre como a afetividade está agindo em mim, qual a influência da razão e da afetividade nas minhas decisões. Como tenho equilibrado a afetividade e sensibilidade na minha vida de forma integral? Tenho sido escravo de paixões?
Refletir sobre como a afetividade está agindo em mim, qual a influência da razão e da afetividade nas minhas decisões. Como tenho equilibrado a afetividade e sensibilidade na minha vida de forma integral? Tenho sido escravo de paixões?
Ministério Jovem - RCC Brasil
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