;

sábado, 26 de dezembro de 2009

         O Natal Eucarístico

Por Pe. Júlio Maria de Lombaerde.
       O Natal é essencialmente uma festa Eucarística.

Neste dia o povo cristão apresenta-se diante do presépio, onde é representada a cena inolvidável de Belém, experimenta nesta vista, até sem o querer, sentimentos de admiração e de ternura: é a lembrança do menino Deus, de Deus feito criancinha… deitado ali na pobreza mais completa, no mais total abandono.
Cada Tabernáculo é um novo presépio, onde nasce o Salvador, na mesma pobreza, envolto em paninhos e deitado numa manjedoura, onde Ele quer ser tomado pela comunhão.
Belém e o Tabernáculo

Se a luz da fé não nos iluminasse, quem seria capaz de reconhecer no menino de Belém o Criador do universo, Aquele que governa o mundo, preside os destinos da criação, o Senhor do paraíso?
No paraíso Ele está sentado num trono de glória e de grandeza suprema. Em Belém está reclinado no presépio humilde e de desprezo. No paraíso, resplandece de majestade. Em Belém está envolto em faixas infantis. No paraíso é infinitamente feliz na contemplação e no amor na sua essência. Em Belém está sujeito aos sofrimentos, derramando lágrimas entre rangidos de dor.
E quem obrigou o Deus infinito se abaixar do paraíso, nesse pobre presépio?
Foi o amor (Jo 3,16). É a única palavra que explica o presépio, calvário e o tabernáculo. Não procuremos outra explicação: tudo está aí! Deus amou tanto o homem, que se fez criança para acariciá-lo! Que se fez vítima para salvá-lo! Que se fez pão para ser alimento.
É o amor de Deus pelos homens que o tornou pobre, aniquilado, sujeito aos sofrimentos, para que sua pobreza enriquecesse a nossa vida – para que as humilhações nos merecessem a glória celeste, – para que os seus sofrimentos fossem a nossa felicidade.

É por isso que os anjos anunciam a paz, quando o Senhor do universo está reclinado num presépio de animais. A paz, de fato, não está na grandeza, na glória; mas sim na humildade… ela habita a choupana do pobre, e muitas vezes foge do palácio dos ricos.
Jesus nasceu na pobreza, morrerá na pobreza e continuará a sua vida eucarística na pobreza de nossos tabernáculos e na pobreza extrema de nossos corações. Notemos que há aqui uma sucessão, divinamente preparada… para evitar transições chocantes, que repugnariam a majestade divina e a nossa confiança em Deus.
O termo da encarnação é a Eucaristia, ou melhor, é o coração do homem que Jesus Cristo quer conquistar, e no qual quer fixar a sua morada. Ora, o coração do homem é tão estreito, tão mesquinho, tão pobre, tão manchado que se fica tomado de pavor estudando-lhe as aspirações e as tendências. É neste coração entretanto que Jesus quer morar.
Agora, meçam a distancia entre o esplendor da glória celeste… e o abismo frio do coração humano.
Deus não pode descer diretamente, é preciso que Ele deponha um por um, os raios da sua glória, até poder entrar neste coração.
É o que Ele fez para a encarnação. Despe-se do aparato de sua Divindade: E ei-lo sob as aparências de uma criancinha. Despe-se de sua glória: E ei-lo reclinado numa pobre manjedoura.
Mais tarde despir-se-á de sua dignidade, será pregado na cruz como malfeitor. Despir-se-á, enfim, até da aparência humana, velando-se pelas aparências de um pouco de pão.
Estas próprias aparências de pão, serão destruídas pela manducação, e Ele, o grande Deus, o grande Glorioso, espiritual, entrará diretamente em contato com nosso coração… sem intermediário: coração a coração.
Que maravilha admirável! Só Deus pode imaginar e realizar tais maravilhas: Belém e o tabernáculo.
Manjedoura Celeste
Agora, compreendemos melhor a relação íntima que há entre Belém e o Tabernáculo; este último é o prolongamento da primeira.
Belém significa: casa de pão, foi ali que se preparou o pão vivo, o pão descido do céu, que está depositado na Eucaristia.
Jesus escolheu Belém para berço, porque devia permanecer na Eucaristia, como alimento de nossa vida.
Em Belém, Ele se mostrou pequeno; na Eucaristia ele se mostra aniquilado. Em Belém, Ele escondia a sua divindade; na Eucaristia Ele esconde divindade e humanidade. Em Belém eram pobres faixas que envolviam o seu corpo; na Eucaristia são as espécies de pão que nos encobrem os encantos de sua beleza. Em Belém, estava reclinado num miserável presépio; na Eucaristia está num Tabernáculo não menos pobre. Em Belém encontrará alívio de seus sofrimentos no amor de sua mãe, de seu pai adotivo, dos inocentes pastores, na Eucaristia recebe as afrontas e os desprezos de seus próprios irmãos.
Mas quem vos obrigou, ó grande Deus, a esconder-vos na Eucaristia?
É a mesma resposta: seu amor para conosco!
Desejava unir-se intimamente ao nosso coração, e para realizar este desejo, escondeu sob espécies de pão, a grandeza da sua divindade e a glória de sua humanidade.
Mas, examinemos de mais perto o Tabernáculo. Em Belém, Jesus podia ter tido um pequeno berço, uma rede, como usam os orientais; podia, sim, mas não convinha.
Belém é a casa do pão. O pão é um alimento; é preciso pois, depositá-lo num receptáculo de alimento: e este receptáculo é a manjedoura, na qual se costuma depositar milho, farelo, farinha… para alimentar os animais.
Jesus querendo ser alimento, devia ser depositado numa manjedoura.
A Eucaristia continua o seu estado. Ele é o nosso alimento. O Tabernáculo pelas suas dimensões estreitas, é a continuação e o prolongamento da manjedoura.
Ele está ali deitado sobre os alvos paninhos do altar, esperando a visita dos pastores e dos magos, dos pobres e dos ricos, por eles representados.
Em Belém, Jesus estava reclinado numa manjedoura terrestre, porque era Deus feito homem. Na Eucaristia, ele está reclinado numa manjedoura celeste, porque é Deus-homem feito pão celeste.
Pão celeste, pão do céu, pão dos anjos, pão divino reclinado na manjedoura celeste da Eucaristia, Ele aspira a descer no coração de seus filhos, como em Belém, ele aspirava a ser acalentado nos braços da virgem pura, de José, dos pastores e dos magos.
Concluindo
Ó presépio de Belém, lembrai-me o presépio da eucaristia.
Neste dia que festejamos Deus feito homem, lembremo-nos do Deus homem feito pão.
Não se limite a nossa vista à parte exterior, material, deste dia abençoado, mas penetremos nos desígnios de Deus, e depois de ter adorado o grande Deus, feito criança… aproximemo-nos da mesa sagrada, para aí receber a criança feita pão para nossas vidas.
É o mesmo Jesus! Ele começou a sua carreira no presépio de Belém… mas quer terminá-la no presépio de nosso coração.
Em Belém, Ele veio para amar; na Eucaristia Ele está para alimentar. Em Belém, Ele veio trazer-nos o seu amor; na Eucaristia, Ele vem receber o nosso amor.
Cantemos pois, alegres, com a Igreja: Quem não amará em retribuição aquele que tanto nos amou? Quem não receberá aquele que se faz alimento?
Quem não irá haurir a vida no coração daquele que vem trazer a vida e a felicidade?
Jesus do presépio, sede também o Jesus no nosso coração!
                 Homilía do Papa Bento XVI na Noite de Natal de 2009

«Um Menino nasceu para nós, um filho nos foi concedido»

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 25 de dezembro de 2009 (ZENIT.org).- Publicamos a homilia que Bento XVI pronunciou durante a Missa da noite de Natal, na Basílica de São Pedro, no Vaticano.

Amados irmãos e irmãs,

«Um Menino nasceu para nós, um filho nos foi concedido» (Is 9, 5). Aquilo que Isaías, olhando de longe para o futuro, diz a Israel como consolação nas suas angústias e obscuridade, o Anjo, de quem emana uma nuvem de luz, anuncia-o aos pastores como presente: «Nasceu-vos hoje, na cidade de David, um Salvador, que é o Messias Senhor» (Lc 2, 11). O Senhor está presente. Desde então, Deus é verdadeiramente um «Deus connosco». Já não é o Deus distante, que, através da criação e por meio da consciência, se pode de algum modo intuir de longe. Ele entrou no mundo. É o Vizinho. Disse-o Cristo ressuscitado aos Seus, a nós: «Eu estou sempre convosco, até ao fim dos tempos» (Mt 28, 20). Nasceu para vós o Salvador: aquilo que o Anjo anunciou aos pastores, Deus no-lo recorda agora por meio do Evangelho e dos seus mensageiros. Trata-se de uma notícia que não nos pode deixar indiferentes. Se é verdadeira, mudou tudo. Se é verdadeira, diz respeito a mim também. Então, como os pastores, devo dizer também eu: Levantemo-nos, quero ir a Belém e ver a Palavra que aconteceu lá. Não é sem intuito que o Evangelho nos narra a história dos pastores. Estes mostram-nos o modo justo como responder àquela mensagem que nos é dirigida também a nós. Que nos dizem então estas primeiras testemunhas da encarnação de Deus?
A respeito dos pastores, diz-se em primeiro lugar que eram pessoas vigilantes e que a mensagem pôde chegar até eles precisamente porque estavam acordados. Nós temos de despertar, para que a mensagem chegue até nós. Devemos tornar-nos pessoas verdadeiramente vigilantes. Que significa isto? A diferença entre um que sonha e outro que está acordado consiste, antes de mais nada, no facto de aquele que sonha se encontrar num mundo particular. Ele está, com o seu eu, fechado neste mundo do sonho que é apenas dele e não o relaciona com os outros. Acordar significa sair desse mundo particular do eu e entrar na realidade comum, na única verdade que a todos une. O conflito no mondo, a recíproca inconciliabilidade derivam do facto de estarmos fechados nos nossos próprios interesses e opiniões pessoais, no nosso próprio e minúsculo mundo privado. O egoísmo, tanto do grupo como do indivíduo, mantém-nos prisioneiros dos nossos interesses e desejos, que contrastam com a verdade e dividem-nos uns dos outros. Acordai: diz-nos o Evangelho. Vinde para fora, a fim de entrar na grande verdade comum, na comunhão do único Deus. Acordar significa, portanto, desenvolver a sensibilidade para com Deus, para com os sinais silenciosos pelos quais Ele quer guiar-nos, para com os múltiplos indícios da sua presença. Há pessoas que se dizem «religiosamente desprovidas de ouvido musical». A capacidade de perceber Deus parece quase uma qualidade que é recusada a alguns. E, realmente, a nossa maneira de pensar e agir, a mentalidade do mundo actual, a gama das nossas diversas experiências parecem talhadas para reduzir a nossa sensibilidade a Deus, para nos tornar «desprovidos de ouvido musical» a respeito d’Ele. E todavia em cada alma está presente de maneira velada ou patente a expectativa de Deus, a capacidade de O encontrar. A fim de obter esta vigilância, este despertar para o essencial, queremos rezar, por nós mesmos e pelos outros, por quantos parecem ser «desprovidos deste ouvido musical» e contudo neles está vivo o desejo de que Deus Se manifeste. O grande teólogo Orígenes disse: Se eu tivesse a graça de ver como viu Paulo, poderia agora (durante a Liturgia) contemplar um falange imensa de Anjos (cf. In Lc 23, 9). De facto, na Liturgia sagrada, rodeiam-nos os Anjos de Deus e os Santos. O próprio Senhor está presente no meio de nós. Senhor, abri os olhos dos nossos corações, para nos tornarmos vigilantes e videntes e assim podermos estender a vossa proximidade também aos outros!
Voltemos ao Evangelho de Natal. Aí se narra que os pastores, depois de ter ouvido a mensagem do Anjo, disseram uns para os outros: «”Vamos até Belém” (…). Partiram então a toda a pressa» (Lc 2, 15s). «Apressaram-se»: diz, literalmente, o texto grego. O que lhes fora anunciado era tão importante que deviam ir imediatamente. Com efeito, o que lhes fora dito ultrapassava totalmente aquilo a que estavam habituados. Mudava o mundo. Nasceu o Salvador. O esperado Filho de David veio ao mundo na sua cidade. Que podia haver de mais importante? Impelia-os certamente a curiosidade, mas sobretudo o alvoroço pela realidade imensa que fora comunicada precisamente a eles, os pequenos e homens aparentemente irrelevantes. Apressaram-se… sem demora. Na nossa vida ordinária, as coisas não acontecem assim. A maioria dos homens não considera prioritárias as coisas de Deus. Estas não nos premem de forma imediata. E assim nós, na grande maioria, estamos prontos a adiá-las. Antes de tudo faz-se aquilo que se apresenta como urgente aqui e agora. No elenco das prioridades, Deus encontra-Se frequentemente quase no último lugar. Isto – pensa-se – poder-se-á realizar sempre. O Evangelho diz-nos: Deus tem a máxima prioridade. Se alguma coisa na nossa vida merece a nossa pressa sem demora, isso só pode ser a causa de Deus. Diz uma máxima da Regra de São Bento: «Nada antepor à obra de Deus (isto é, ao ofício divino)». Para os monges, a Liturgia é a primeira prioridade; tudo o mais vem depois. Mas, no seu núcleo, esta frase vale para todo o homem. Deus é importante, a realidade absolutamente mais importante da nossa vida. É precisamente esta prioridade que nos ensinam os pastores. Deles queremos aprender a não deixar-nos esmagar por todas as coisas urgentes da vida de cada dia. Deles queremos aprender a liberdade interior de colocar em segundo plano outras ocupações – por mais importantes que sejam – a fim de nos encaminharmos para Deus, a fim de O deixarmos entrar na nossa vida e no nosso tempo. O tempo empregue para Deus e, a partir d’Ele, para o próximo nunca é tempo perdido. É o tempo em que vivemos de verdade, em que vivemos o ser próprio de pessoas humanas.
Alguns comentadores observam como os primeiros que vieram ao pé de Jesus na manjedoura e puderam encontrar o Redentor do mundo foram os pastores, as almas simples. Os sábios vindos do Oriente, os representantes daqueles que possuem nível e nome chegaram muito mais tarde. E os comentadores acrescentam: O motivo é totalmente óbvio. De facto, os pastores habitavam perto. Não tinham de fazer mais nada senão «atravessar» (cf. Lc 2, 15), como se atravessa um breve espaço para ir ter com os vizinhos. Ao contrário, os sábios habitavam longe. Tinham de percorrer um caminho longo e difícil para chegar a Belém. E precisavam de guia e de orientação. Pois bem, hoje também existem almas simples e humildes que habitam muito perto do Senhor. São, por assim dizer, os seus vizinhos e podem facilmente ir ter com Ele. Mas a maior parte de nós, homens modernos, vive longe de Jesus Cristo, d’Aquele que Se fez homem, de Deus que veio para o nosso meio. Vivemos em filosofias, em negócios e ocupações que nos enchem totalmente e a partir dos quais o caminho para a manjedoura é muito longo. De variados modos e repetidamente, Deus tem de nos impelir e dar uma mão para podermos sair da enrodilhada dos nossos pensamentos e ocupações e encontrar o caminho para Ele. Mas há um caminho para todos. Para todos, o Senhor estabelece sinais adequados a cada um. Chama-nos a todos, para que nos seja possível também dizer: Levantemo-nos, «atravessemos», vamos a Belém, até junto d’Aquele Deus que veio ao nosso encontro. Sim, Deus encaminhou-Se para nós. Sozinhos, não poderíamos chegar até Ele. O caminho supera as nossas forças. Mas Deus desceu. Vem ao nosso encontro. Percorreu a parte mais longa do caminho. Agora pede-nos: Vinde e vede quanto vos amo. Vinde e vede que Eu estou aqui. Transeamus usque Bethleem: diz a Bíblia latina. Atravessemos para o outro lado! Ultrapassemo-nos a nós mesmos! Façamo-nos viandantes rumo a Deus dos mais variados modos: sentindo-nos interiormente a caminho para Ele; mas também em caminhos muito concretos, como na Liturgia da Igreja, no serviço do próximo onde Cristo me espera.
Ouçamos uma vez mais directamente o Evangelho. Os pastores dizem uns aos outros o motivo por que se põem a caminho: «Vamos ver o que dizem ter sucedido». Literalmente o texto grego diz: «Vejamos esta Palavra, que lá aconteceu». Sim, aqui está a novidade desta noite: a Palavra pode ser vista, porque Se fez carne. Aquele Deus de quem não se deve fazer qualquer imagem, porque toda a imagem poderia apenas reduzi-Lo, antes desvirtuá-Lo, aquele Deus tornou-Se, Ele mesmo, visível n’Aquele que é a sua verdadeira imagem, como diz Paulo (cf. 2 Cor 4, 4; Col 1, 15). Na figura de Jesus Cristo, em todo o seu viver e operar, no seu morrer e ressuscitar, podemos ver a Palavra de Deus e, consequentemente, o próprio mistério do Deus vivo. Deus é assim. O Anjo dissera aos pastores: «Isto vos servirá de sinal: achareis um Menino envolto em panos e deitado numa manjedoura» (Lc 2, 12; cf. 16). O sinal de Deus, o sinal que é dado aos pastores e a nós não é um milagre impressionante. O sinal de Deus é a sua humildade. O sinal de Deus é que Ele Se faz pequeno; torna-Se menino; deixa-Se tocar e pede o nosso amor. Quanto desejaríamos nós, homens, um sinal diverso, imponente, irrefutável do poder de Deus e da sua grandeza! Mas o seu sinal convida-nos à fé e ao amor e assim nos dá esperança: assim é Deus. Ele possui o poder e é a Bondade. Convida a tornarmo-nos semelhantes a Ele. Sim, tornamo-nos semelhantes a Deus, se nos deixarmos plasmar por este sinal; se aprendermos, nós mesmos, a humildade e deste modo a verdadeira grandeza; se renunciarmos à violência e usarmos apenas as armas da verdade e do amor. Orígenes, na linha de uma palavra de João Baptista, viu expressa a essência do paganismo no símbolo das pedras: paganismo é falta de sensibilidade, significa um coração de pedra, que é incapaz de amar e de perceber o amor de Deus. Orígenes diz a respeito dos pagãos: «Desprovidos de sentimento e de razão, transformam-se em pedras e madeira» (In Lc 22, 9). Mas Cristo quer dar-nos um coração de carne. Quando O vemos a Ele, ao Deus que Se tornou um menino, abre-se-nos o coração. Na Liturgia da Noite Santa, Deus vem até nós como homem, para nos tornarmos verdadeiramente humanos. Escutemos uma vez mais Orígenes: «Com efeito, de que te aproveitaria Cristo ter vindo uma vez na carne, se Ele não chegasse até à tua alma? Oremos para que venha diariamente a nós e possamos dizer: vivo, contundo já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim (Gal 2, 20)» (In Lc 22, 3).

Sim, por isto queremos rezar nesta Noite Santa. Senhor Jesus Cristo, Vós que nascestes em Belém, vinde a nós! Entrai em mim, na minha alma. Transformai-me. Renovai-me. Fazei que eu e todos nós, de pedra e madeira que somos, nos tornemos pessoas vivas, nas quais se torna presente o vosso amor e o mundo é transformado.
[Tradução do original italiano distribuída pela Santa Sé
© Copyright - Libreria Editrice Vaticana]

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009


A Teologia e espiritualidade do Tempo do Advento.



O Advento (do latim Adventus: “chegada”, do verbo Advenire: “chegar a”) é o primeiro tempo e inicio do Ano litúrgico, o qual antecede o Natal. Para os cristãos, é um tempo de preparação e alegria, de expectativa, onde os fiéis, esperando o Nascimento de Jesus Cristo, vivem o arrependimento e promovem a fraternidade e a Paz. No calendário religioso este tempo corresponde às quatro semanas que antecedem o Natal.

O tempo do Advento é para toda a Igreja, momento de forte mergulho na liturgia e na mística cristã. É tempo de espera e esperança, de estarmos atentos e vigilantes, preparando-nos alegremente para a vinda do Senhor, como uma noiva que se enfeita, se prepara para a chegada de seu noivo, seu amado.


Ano litúrgico. Ciclo anual através do qual a Igreja Católica comemora todo o mistério do Cristo, e que consta de: tempo do Advento, Natal, Epifania, tempo comum, Quaresma, Semana Santa, Páscoa, tempo pascal, Pentecostes e tempo comum até encerrar-se o ciclo no primeiro domingo do Advento.


O que diz a Igreja: «Ao celebrar anualmente a liturgia de Advento, a Igreja atualiza esta espera do Messias: participando da longa preparação da primeira vinda do Salvador, os fiéis renovam o ardente desejo de sua segunda Vinda. Celebrando o natal e o martírio do Precursor, a Igreja se une ao desejo de este: «É preciso que ele cresça e que eu diminua» (Jo 3, 30). » (Catecismo da Igreja Católica, # 524).


O Advento começa às vésperas do Domingo mais próximo do dia 30 de Novembro, este ano foi no dia 29 Domingo, e vai até as primeiras vésperas do Natal de Jesus contando quatro domingos. Esse tempo possui duas características: Nas duas primeiras semanas, a nossa expectativa se volta para a segunda vinda definitiva e gloriosa de Jesus Cristo, Salvador e Senhor da história, no final dos tempos. As duas últimas semanas, dos dias 17 a 24 de Dezembro, visam em especial, a preparação para a celebração do Natal, a primeira vinda de Jesus entre nós. Por isto, o Tempo do Advento é um tempo de piedosa e alegre expectativa.

O Advento recorda a dimensão histórica da salvação, evidencia a dimensão escatológica do mistério cristão e nos insere no caráter missionário da vinda de Cristo. Ao serem aprofundados os textos litúrgicos desse tempo, constata-se na história da humanidade o mistério da vinda do Senhor, Jesus, que de fato se encarna e se torna presença salvífica na história, confirmando a promessa e a aliança feita ao povo de Israel. Deus que, ao se fazer carne, plenifica o tempo (Gl 4,4) e torna próximo o Reino (Mc 1,15).


O Advento recorda também o Deus da Revelação. Aquele que é, que era e que vem (Ap 1, 4-8), que está sempre realizando a salvação mas cuja consumação se cumprirá no “dia do Senhor”, no final dos tempos. O caráter missionário do Advento se manifesta na Igreja pelo anúncio do Reino e a sua acolhida pelo coração do homem até a manifestação gloriosa de Cristo. As figuras de João Batista e Maria são exemplos concretos da vida missionária de cada cristão, quer preparando o caminho do Senhor, quer levando o Cristo ao irmão para o santificar. Não se pode esquecer que toda a humanidade e a criação vivem em clima de advento, de ansiosa espera da manifestação cada vez mais visível do Reino de Deus.

A celebração do Advento é, portanto, um meio precioso e indispensável para nos ensinar sobre o mistério da salvação e assim termos a Jesus como referência e fundamento, dispondo-nos a “perder” a vida em favor do anúncio e instalação do Reino.A liturgia do Advento nos impulsiona a reviver alguns dos valores essenciais cristãos, como a alegria expectante e vigilante, a esperança, a pobreza, a conversão. Deus é fiel a suas promessas: o Salvador virá; daí a alegre expectativa, que deve nesse tempo, não só ser lembrada, mas vivida, pois aquilo que se espera acontecerá com certeza. Portanto, não se está diante de algo irreal, fictício, passado, mas diante de uma realidade concreta e atual. A esperança da Igreja é a esperança de Israel já realizada em Cristo mas que só se consumará definitivamente na parusia (volta) do Senhor. Por isso, o brado da Igreja característico nesse tempo é “Maranatha! Vem Senhor Jesus!”

O tempo do Advento é tempo de esperança porque Cristo é a nossa esperança (I Tm 1, 1); esperança na renovação de todas as coisas, na libertação das nossas misérias, pecados, fraquezas, na vida eterna, esperança que nos forma na paciência diante das dificuldades e tribulações da vida, diante das perseguições, etc. O Advento também é tempo propício à conversão. Sem um retorno de todo o ser a Cristo, não há como viver a alegria e a esperança na expectativa da Sua vinda. É necessário que “preparemos o caminho do Senhor” nas nossas próprias vidas, lutando incessantemente contra o pecado, através de uma maior disposição para a oração e mergulho na Palavra.


Marcelo Braga.
Fonte:Canção Nova.
 Qual o significado da Coroa do Advento?



É um círculo de folhagens verdes, sua forma simboliza a eternidade e sua cor representa a esperança e a vida…
Deus se faz presente na vida de todo ser humano e de todas as formas deixa-nos sentir seu amor e desejo de nos salvar. A palavra ADVENTO é de origem latina e quer dizer CHEGADA. É o tempo em que os cristãos se preparam para a vinda de Jesus Cristo. O tempo do advento abrange quatro semanas antes do Natal.
Atualmente há uma grande preocupação em reavivar este costume muito significativo e de grande ajuda para vivermos este tempo. A coroa ou a grinalda do Advento é o primeiro anúncio do Natal. É um círculo de folhagens verdes, sua forma simboliza a eternidade e sua cor representa a esperança e a vida. Vem entrelaçado por uma fita vermelha, símbolo tanto do amor de Deus por nós como também de nosso amor que aguarda com ansiedade o nascimento do Filho de Deus.
No centro do círculo se colocam as quatro velas para se acender uma a cada domingo do Advento. A luz das velas simboliza a nossa fé e nos leva a oração, elas simbolizam as quatro manisfestações de Cristo:

Encarnação, Jesus Historico;

Jesus nos pobres e necessitados;


Jesus nos Sacramentos;


Parusia: Segunda vinda de Jesus.


No Natal se pode adicionar uma quinta vela branca, até o término do tempo natalino e, se quisermos, podemos por a imagem do Menino Jesus junto à coroa: temos que nos atentar, porém, que o Natal é mais importante do que a espera do Advento.
Essa coroa é originária dos países nórdicos (países escandinavos, Alemanha), a qual contém raízes simbólicas universais: a luz como salvação, o verde como vida e o formato redondo como eternidade.
Simbolismos esses que se tornaram muito adequados ao mistério natalino cristão, e que por isso, adentraram facilmente nos países sulinos. Visto que se convertera rapidamente em mais um elemento de pedagogia cristã para expressarmos a espera de Jesus como Luz e Vida, em conjunto com outros símbolos, certamente mais importantes, como são as leituras bíblicas, os textos de oração e o repertório de cantos.
O comércio e o sistema deste mundo fazem questão de esquecer o verdadeiro sentido do Natal e nós podemos cair nessa, mas é possível dar presente e celebrar o verdadeiro sentido: O Menino Jesus é o nosso grande presente!
Sugestão: você pode fazer uma coroa do Advento em sua casa e celebrar com sua família à luz da nossa fé a chegada de Jesus Cristo nosso Salvador. E a cada Domingo ir acendendo as velas, convidando seus familiares para rezar.
Oração: Senhor Jesus celebrar o teu Natal é fazer da minha vida, da minha casa um lugar de eternidade e salvação. Que a Tua luz brilhe em cada coração. Acendendo cada vela desta coroa do Advento queremos acender a esperança, o amor, a fraternidade e a Salvação que é o grande presente que queremos dar a todos que amamos através do menino Jesus que vai nascer em nossa família.
Como você se prepara para celebrar esta grande festa do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo?Clique em comentários e diga como você vive este tempo litúrgico?


Natal feliz é Natal com Cristo!


Marcelo Braga.
Fonte:Canção Nova.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Só quem caminha encontra a verdade!

      Cristo nos propõe um ideal dasafiador



Diante dos episódios bíblicos, onde muitas vezes Jesus questiona os apóstolos e os mesmos se contradiziam em suas opiniões e ações. Hoje, deparo-me com a nossa capacidade de fazer um juízo dessas reações dos discípulos do Mestre de Nazaré.
Quantas vezes questionamos a demora dos apóstolos em entenderem que Jesus não era um Messias político ou a lentidão dos apóstolos em aderir aos propósitos do Mestre, diante de tantos milagres. Milagres, estes, que revelavam que Aquele homem não era um simples profeta, era alguém além disso.
Tantos fatos, tantas situações e ocasiões que realmente “re+velavam” quem era Nosso Senhor e, ainda sim, segundo o nosso juízo, os discipulos não entendiam quem Ele era.
Junto com você gostaria de lançar um olhar mais demorado sobre esses homens que conviveram bem de perto com o Senhor. Nós nos identificamos com cada um deles: Pedro: um homem sincero mas muitas vezes medroso. Tiago, firme. Bartolomeu, verdadeiro (como o próprio Cristo disse: “homem sem fingimento”). Mateus, pecador que se arrepende. Em cada um deles, encontramos um pouco de nós, e assim como eles também nós, apesar de conhecermos o Senhor, de muitas vezes já termos reconhecido a presença dele na nossa vida e já termos experimentado os seus milagres, ainda não nos deixamos transformar por completo. Por quê?
Ao olharmos de maneira demorada para a relação de Jesus com os discípulos, percebemos a pedagogia que ele teve com cada um, eles trilharam um caminho com o Mestre. Um caminho de sofrimento não só para Jesus, mas também para eles. Com certeza foi sofrido largar o pouco que tinham, ou ainda, o tudo que eles tinha e eram, para sonharem o sonho de Jesus, uma nova proposta de vida, uma maneira diferente de viver daquela que eles tinham aprendido desde sempre. Tudo o que Cristo fez e propôs a eles foi marcante e desafiador. Como deve ter sido difícil para eles ouvirem que depois de três anos juntos, Jesus iria morrer pelas mãos dos fariseus e doutores da Lei?! Nessa perspectiva entendemos a atitude de Pedro em dizer que daria a vida por Jesus, mas que não o queria ver morto.
A bela notícia é que somos também assim, somos contraditórios. Ao mesmo tempo que defendemos, com a nossa conduta ou com nossas ações o negamos. Mas isso é próprio daquele que tem a coragem de se colocar a caminho. O desconcertante em Jesus é que aquele que vive a condição da contradição, ou seja, o errar mesmo querendo acertar, é a esse que ele se apresenta como Mestre, como àquele que forma, que modela, que gera a vida nova.
Olhemos para os mesmos discípulos! Em fatos isolados, eles podem ter-nos desapontado por causa das suas reações, mas é inegável que após essa caminhada com o Mestre, verdadeiramente eles foram “trans+formados”. Assim acontece também conosco. Não olhe na sua vida os fatos isolados onde você não foi feliz nas suas ações, tenha a coragem de “olhar devagar” e enxergar o caminho que você está fazendo. O Jesus que amou Pedro no momento em que o apóstolo viveu o seu martírio, foi o mesmo que amou o discípulo no momento em que ele negou o Mestre.


Tenha coragem! Se arrisque na escola do Mestre de Nazaré, onde o maior desafio é não olhar para o nosso limite, mas sim enxergarmos no amor de Jesus a possibilidade do nosso crescimento.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

                         Livro que faz chorar...

Há livros que fazem rir...há livros que fazem chorar. Rubem Alves traduz com excelência a beleza do universo da leitura:


Livro que faz chorar
Um texto não interpretado permanece vivo para sempre


Uma livreira me contou. Um pai foi à sua livraria e comprou o livro O patinho que não aprendeu a voar, para seu filho. No dia seguinte, voltou muito bravo. "Meu filho chorou ao final do livro. Ainda chora quando se lembra do patinho que não aprendeu a voar. Isso é livro que se dê a uma criança?"
Eu compreendo. Ele quer que seu filho só tenha alegrias. Ele quer que os livros que seu filho lê sejam engraçados e façam rir. As crianças não deveriam ler livros que fazem chorar.
Mas tristeza não é coisa ruim. A poesia brota da tristeza. Alberto Caeiro escreveu: "Mas eu fico triste como um pôr de sol/Para a nossa imaginação/Quando esfria no fundo da planície/E se sente a noite entrada/Como uma borboleta pela janela/Mas minha tristeza é sossego/Porque é natural e justa/E é o que deve estar na alma..." Escrevi muitas estórias alegres e que fazem rir. Mas as que mais amo são aquelas que fazem chorar.
Por que é que o menininho chorou ao ler a estória do patinho que não aprendeu a voar? Porque sentiu aquilo que minha neta sentiu. Ela falou, em meio às lágrimas: "Vovô, eu não consigo ver uma pessoa sofrendo sem sofrer. Quando vejo uma pessoa sofrendo o meu coração fica junto ao coração dela..." Ela e o menininho sentiram compaixão. Seus corações ficaram junto ao coração de alguém ou de algum bichinho que estava sofrendo. Sofreram um sofrimento que não era seu.
Como ensinar a compaixão? De que vale conhecimento sem compaixão? Somente o conhecimento com compaixão cria a bondade. E uma sociedade em que não existe a bondade não é digna de que vivamos nela. Como a nossa, em que a bondade foi espremida nos cantos e as ruas se encheram de medo.
Gandhi relata que a experiência que mudou o seu coração foi a leitura de um livro. Ele era ainda adolescente. O livro o comoveu tanto que ele queria ser como o herói, nobre e generoso. Esse sentimento o acompanhou pelo resto da vida. Seu coração ficou junto ao coração do herói. E não importava que o herói nunca tivesse existido, que fosse apenas uma ficção literária. Pois é isso que a literatura faz: se desprega da vida real para dar-lhe um sentido.
Livros engraçados são bons. O riso tem a função de mostrar que o rei está nu. Mas não conheço nenhum caso de uma pessoa que tenha sido transformada por um livro engraçado. O riso provoca crítica, mas não provoca compaixão.
Pensei então que essa poderia ser uma das maneiras de ensinar compaixão: lendo para o aluno ouvir. Mas para que as estórias façam os seus milagres é preciso que o ouvinte seja possuído pelas palavras e levado ao sabor da voz de quem lê a estória.
Fiquei então pensando que seria melhor que gastássemos menos tempo com gramática e análise sintática, e mais tempo com a leitura. É na leitura que se aprende a língua. Leitura sem testes de compreensão, sem interpretações, o que é que o autor queria dizer etc. Pura emoção. Um texto não interpretado permanece vivo para sempre, porque permanece como um enigma que nos comove todas as vezes que o lemos. Mas um texto interpretado é um texto esgotado do seu mistério, esquartejado sobre a mesa de anatomia da linguagem.
Gostaria de conversar com o pai do menino que chorou ao ler O patinho que não aprendeu a voar. O menino entendeu. Sentiu compaixão. Mas o pai não entendeu. Não chorou. Ou, quem sabe, ele ficou bravo não pelo choro do seu filho mas por ter, ele mesmo, sentido vontade de chorar - mas não chorou de vergonha...






Fonte: Revista Educação



terça-feira, 27 de outubro de 2009


As palavras dos santos sobre o poder da oração

"Quem não pede não recebe".
(Santa Teresa)

"Deus dá algumas graças, como o começo da fé, mesmo aos que não pedem; outras, como a perseverança, reservou para os que pedem".
(Santo Agostinho)

"Deus não quer dar-te logo o que pedes, para aprenderes a desejar com grande desejo".
(Santo Agostinho)

"A oração é a mais poderosa arma para nos defendermos dos inimigos de nossa salvação. Entre os meios que Jesus recomendou, deu primeiro lugar à oração".
(São Carlos Borromeu)

"São fortes as potências do inferno, entretanto, a oração é mais forte do que todos os demônios, porque nos consegue o auxílio divino".
(São Bernardo)

"A oração é âncora para os flutuantes, tesouro para os pobres, remédio para os doentes e preservativo para os sãos".
(São João Crisóstomo)

"Devemos nos esforçar por rezar no começo de todas as ações".
(São Lourenço)

sábado, 10 de outubro de 2009

A você minha fraterna saudação:Pax et Bonum!


quarta-feira, 7 de outubro de 2009

 A você minha saudação fraterna: Pax et Bonum!


Como Jesus soubesse tudo o que havia de lhe acontecer,adiantou-se e perguntou-lhes:"A quem buscais?"Responderam:"A Jesus de Nazaré."-"Sou eu",disse-lhes.(Jo 18,4-5b)



Neste momento quero compartilhar com você esta palavra que o Senhor me deu na oração da manhã,apos a leitura eu começei a me questionar,o que Jesus questionava nesta leitura.Ja no primeiro momento vemos o Senhor que se adianta e questiona a quem buscais?,ai ja me deparei com a beleza de Jesus que vem e não aguarda que cheguem a ele,o sair de si e ir ao encontro do outro,quantas vezes estamos fechados em nosso mundo individual e nem nos preocupamos com o outro que deveria ter uma grande importancia em nossa vida poius assim nos ensina o evangelho,e deste modo que deveria ser o cristão,o discipulo de Jesus.
Diariamente a quem buscamos,aos nossos desejos,cumprir nossas responsabilidades com a sociedade,no trabalho,na escola,em casa sempre estamos buscando algo,mais em momentos onde paramos ou que vem do nada uma angustia sem sentido pois estamos bem,mais sim a um espaço que nessecita de ser ocupado,tem dono mais onde ele esta?!nessecitamos de alguém a quem não sabemos,buscamos sentido para a vida, o que somos etemos,mais onde esta o ocupante deste lugar,me recordo de uma situação muito comum no dia-a-dia de muitas pessoas,quando pegamos uma lotação,ou metro sempre vemos aqueles acentos reservados;mas quantas vezes acontece que o lugar esta invadido por um entranho,não se vê quem tem o direito de estar lá ocupando o seu lugar de direito.Assim este lugar acaba sendo ocupado por quem,não tem direito,aquele que vem sem avisar ,chega toma posse e agora aculpa mais falta pois sabemos que quem ali se encontra não e dono,pessoa ou sentimento alojado neste determinado local não tem pertença a ele. E o que fazer nesta situação,quantas pessoas viveram ou vivem,nesta situação,deixaram tomar posse de um lugar que era de outro,que estava reservado para outro.Este lugar tem um dono e é por isso que mesmo muitas vezes aculpado parece que esta vazio,pois o verdadeiro dono não chegou ou quanto você deixou que ele chegasse deu um lugar diferente,menos importante a ele pois esse que era de suma importancia se encontra invadido.

Agora é hora de responder a quem buscais,a Jesus ou as coisas mundanas,porque aquele que bate a porta não foi ainda convidado a entra ou se já entrou,não esta no seu lugar certo lugar de suma importancia,onde ele realmente e o dono.
Os que ne encontra na narração da passagem biblica,disseram a Jesus de Narazé,e quando ele resnnpode sou eu,eles recuaram e cairam por terra.Qual sera sua reação cair por terra,recuar,levar a Jesus para a contenação ao lugar que não e de sua pretença,ou vai dar lugar para o Senhor ser o rei,para que se possa tomar posse do lugar que de direito é dEle.
Jesus neste momento olha em seu olhar e responde sua pergunta "Eu Sou",não responde talves,quem sabe,não ele e direto eu sou,a mesma resposta que Javé vai disser a Moisés quando este pergunta:"Quando eu for para junto dos israelitas e lhes disser que o Deus de seus pais me envioa eles,que lhes responderei se me perguntarem qual é o seu nome?"Deus respondeu a Moisés:"Eu SOU AQUELE QUE SOU".E juntou:"Eis como responderás aos israelitas:(Aquele que se Chama)EU SOU envia-me junto de vós. (Êxodo 3,13-14.).
Moisés foi e você o que ira reagir como ele foi e fez o que Deus ordenou e tenho certeza que você sabe o que Deus fez atraves de Moisés.Jesus te chama a tomar uma atitude,assim como aqueles que diante deste questionamento o fizeram,não que sua resposta tenha que ser como a deles mais de uma resposta a ele.Jesus quer sua resposta,mesmo que seja negativa diante do chamado ele continuara a esperar por ti,pois ele sabe esperar o tempo que for necessario para que você se ache capaz,preparado,mais lembre-se ele não chama os capacitado mais capacita os escolhidos,Moisés era gago mais o senhor disse sou eu quem falarei por você, e esta resposta foi dada a Jeremias quando disse Senhor eu sou uma criança.




Esta proibido Plagiar. ( autor:Marcelo Braga.) 

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

"O segredo da vida não é ter tudo que você quer, mas amar tudo que você tem!



Por isso, valorize o que você tem e as pessoas que estão ao seu lado, sempre!"



 ANDORINHAS.
Aqui sua companheira foi machucada e a condição é fatal
Ela foi pega por um carro enquanto voava baixo em uma rua.


Aqui ele traz comida para ela e a atende com amor e compaixão.


e trouxe comida novamente mas ficou chocado ao encontra-la morta.

Tentou move-la ... um esforço raramente visto entre andorinhas!!

Mas percebe que sua querida esta morta e que nunca mais voltara para ele....
Ele chora tristemente a perda de seu adorado amor...

Permaneceu ao lado dela tristemente em sua morte...
Finalmente consciente de que ela não retornaria jamais...
Permaneceu ao lado de seu corpo com tristeza .

Milhões de pessoas choraram depois de ver estas fotos nos EUA e Europa e mesmo na India.

Dizem que o fotografo vendeu estas fotos por um valor nominal ao mais famoso jornal da França;
Todas as cópias do jornal foram vendidas no dia em que estas fotos forampublicadas.
E muitas pessoas pensam que os animais não tem cérebro ou sentimentos!!

 
Marcelo Braga.




                          Voltando ao primeiro amor


Lembra-se da época em que você se converteu? De quando foi batizado no Espírito Santo? Você orava com gosto e espontaneidade, sem medo ou vergonha, sempre encontrava tempo para fazê-lo. Buscava constante e ardorosamente os dons do Senhor, o estudo da Palavra de Deus. Em seu coração havia caridade, amor, perdão; não havia sentimento de rivalidade, inveja, ciúme... O que aconteceu? Abandonamos o primeiro amor.
É urgente que voltemos ao primeiro amor. Por isso está escrito em Baruc: "Quisestes apartar-vos de Deus. Ponde agora dez vezes mais zelo em procurá-lo!" (Baruc 4, 28). Não por obrigação, mas por amor! Porque Jesus é o Senhor e precisamos ser totalmente d'Ele. Porque estamos numa batalha. E nessa batalha ou somos de Deus ou o inimigo nos arrasta.
Para isso, peçamos ao Senhor a unção do Espírito Santo para readquirirmos o fervor, a coragem, o ânimo e o amor que tínhamos no início.

Seu irmão,
Monsenhor Jonas Abib.
Deus te abençõe!

Fonte:Canção Nova;mensagem do dia.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009





   Como entender Cristo na Hóstia Consagrada

                 Só Deus pode 'transubstanciar'

Em todo ser há um conjunto de coisas que podem mudar, como o tamanho, a cor, o peso, o sabor, etc., e um substrato permanente que, conservando-se sempre o mesmo, caracteriza o ser, que não muda. Esse substrato é chamado substância, essência ou natureza do ser. Em qualquer pedaço de pão há coisas mutáveis: a cor, tamanho, gosto, o sabor, a posição, sem que a substância que as sustenta mude; esta substância ninguém vê; mas é uma realidade. Assim, há homens de cores diferentes, feições diferentes, etc.; mas todos possuem uma mesma substância: uma alma humana imortal, que se nota pelas suas faculdades, as quais os animais não têm: inteligência, liberdade, vontade, consciência, psique, entre outros.
Quando as palavras da consagração são pronunciadas sobre o pão, a substância deste muda ou se converte totalmente em substância do Corpo humano de Jesus (donde o nome "transubstanciação"), ficando, porém, os acidentes externos (aparências) do pão (gosto, cor, cheiro, sabor, tamanho, etc.); sendo assim, sem mudar de aparência, o pão consagrado já não é pão, mas é substancialmente o Corpo de Cristo. O mesmo se dá com o vinho; ao serem pronunciadas sobre ele as palavras da consagração; sua substância se converte na do Sangue do Senhor, pelo poder da intervenção da Onipotência Divina.
Isso explica como o Corpo de Cristo pode estar simultaneamente presente em diversas hóstias consagradas e em vários lugares ao mesmo tempo. Jesus não está presente na Eucaristia segundo as suas aparências, como o tamanho ou a localização no espaço. Uma vez que os fragmentos de pão se multiplicam com a sua localização própria no espaço; assim onde quer que haja um pedaço de pão consagrado, pode estar de fato o Corpo Eucarístico de Cristo.
Uma comparação: quando você olha para um espelho, aí você vê a imagem do seu rosto inteiro; se quebrá-lo em duas ou mais partes, a sua imagem não se quebrará com o espelho, mas continuará uma imagem inteira em cada pedaço.
É preciso, então, entender que a presença de Cristo Eucarístico pode se multiplicar, sem que o Corpo do Senhor se multiplique. Isso faz com que a presença do Cristo Eucarístico possa multiplicar (sem que o Corpo d'Ele se multiplique) se forem multiplicados os fragmentos de pão consagrados nos mais diversos lugares da Terra. Não há bilocação nem multilocação do Corpo de Cristo.
O Corpo de Cristo, sob os acidentes do pão, não tem extensão nem quantidade próprias; assim não se pode dizer que a tal fragmento da hóstia corresponda tal parte do Corpo de Cristo. Quando o pão consagrado é partido, só se parte a quantidade do pão, não o Corpo de Jesus.
Assim muitas hóstias e muitos fragmentos de hóstia não constituem muitos Cristos – o que seria absurdo – , mas muitas "presenças" de um só e mesmo Cristo. Analogamente a multiplicação dos espelhos não multiplica o objeto original, mas multiplica a presença desse objeto; também a multiplicação dos ouvintes de uma sinfonia não multiplica essa sinfonia, mas apenas a presença desta.
Por essas razões, quando se deteriora o Pão Eucarístico por efeito do tempo, da digestão ou de um outro agente corruptor, o que se estraga são apenas os acidentes do pão: quantidade, cor, figura, entre outros, e nesse caso, o Corpo de Cristo deixa de estar presente sob os Véus Eucarísticos; isso porque Nosso Senhor Jesus Cristo quis que, nas espécies ou nas aparências de pão e vinho, garantir a Sua presença sacramental, e não nas de algum outro corpo.
A fé católica ensina uma conversão total e absoluta da substância do pão na do Corpo de Cristo; o Concílio de Trento rejeitou a doutrina de Lutero, que admitia a “empanação” de Cristo: empanação, segundo a qual permaneceriam a substância do pão e a do vinho junto com a do Corpo e a do Sangue de Cristo; o pão continuaria a ser realmente pão (e não apenas segundo as aparências), o vinho continuaria a ser realmente vinho (e não apenas segundo as aparências), de tal sorte que o Corpo de Cristo estaria como que “revestido” de pão e vinho. Para o Concílio de Trento e, para a fé católica, esse tipo de presença de Cristo na Eucaristia é insuficiente; é preciso dizer que o pão e o vinho, em sua realidade íntima (substância), deixam de ser pão e vinho para se tornarem a realidade mesma do Corpo e do Sangue de Cristo.
Assim como na criação acontece o surgimento de todo o ser, também na Eucaristia há a conversão de todo o ser. Essa “conversão de todo o ser” é “conversão de toda a substância” ou “transubstanciação”.
Assim como só Deus pode criar (tirar um ser do nada), só Deus pode “transubstanciar”; ambas as atividade supõem um poder infinito que só o Senhor tem.
Para entender um pouco melhor o milagre da Transubstanciação podemos dizer ainda o seguinte: No milagre da Multiplicação dos Pães, Jesus mudou apenas a espécie do pão (no caso a quantidade), mas não mudou a sua natureza, continuou sendo pão. Quando Ele fez o milagre das Bodas de Caná, mudou a natureza da água (passou a ser vinho) e mudou também a sua espécie (cor, sabor, etc); no milagre da Transubstanciação, o Senhor muda apenas a natureza do pão e do vinho (passam a ser seu Corpo e Sangue) sem mudar a espécie (cor, sabor,cheiro, tamanho, etc.).

Tudo por amor a nós; Ele, o Rei do universo, se faz pequeno, humilde, indefeso... nas espécies sagradas do pão e do vinho, para ser nosso alimento, companheiro, modelo, exemplo, força, consolação...

Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com
Prof. Felipe Aquino, casado, 5 fihos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de Aprofundamentos no país e no exterior, já escreveu 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Trocando Idéias". Conheça mais em Blog do Professor Felipe
Site do autor: http://www.cleofas.com.br/



segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Como fazer uma boa confissão?

http://www.paroquiansretiro.com.br/imagens/penitencia.gif

Um dia Santa Teresa viu muitas almas caindo no inferno. Ela perguntou a Jesus por que aquelas almas caíam no inferno. Jesus respondeu: ´Por causa das confissões mal feitas´. Então Santa Teresa escreveu logo a um padre: ´Padre, pregue muitas vezes contra as confissões mal feitas, porque é esse o laço do demônio para pegar as almas´.

http://www.cot.org.br/igreja/img/visao-do-inferno-segundo-santo-anselmo.jpg

1. Eu Me Esclareço

Confissão é o meio certo de eu receber o perdão de meus pecados. Foi Jesus quem deu aos padres o poder de perdoar os nossos pecados. Jesus falou: ´A quem vocês perdoarem os pecados, os pecados serão perdoados´ (Jo 20,19´23). Só a confissão bem feita é que perdoa os pecados. Para a confissão ser bem feita, eu preciso:

· do EXAME para eu achar os meus pecados;

· do ARREPENDIMENTO para eu ter mágoa de ter desobedecido a Deus (Lc 18,13; Mt 26,75; Lc 15,21);

· do PROPÓSITO e da vontade séria de não querer pecar mais;

· da CONFISSÃO para eu contar meus pecados ao padre;

· da SATISFAÇÃO para eu rezar aquilo que o padre mandar. PECADO ESQUECIDO na confissão fica perdoado se eu fiz bem o Exame de Consciência. PECADO ESCONDIDO na confissão não fica perdoado, eu não posso comungar e tenho de fazer outra confissão. Está errado pôr comida limpa em prato sujo. Está errado receber Jesus num coração sujo de pecado grande. Primeiro a gente lava o prato e depois põe a comida. Primeiro eu tenho de lavar minha alma com uma confissão bem feita e depois ir receber a Jesus na Hóstia (São Paulo, na 1ª Carta aos Corínthios, cap. 11, 23´29, nos lembra disso).

2. Reconhecer-se Pecador

´Se dissermos que não temos pecado, enganamos a nós mesmos e a verdade não está em nós. Se confessarmos nossos pecados, Deus é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a culpa´ (1Jo 1,8´9). O pecado é aquele egoísmo que vai tomando conta de nós e faz com que negligenciemos os nossos deveres para com Deus e para com os outros (pecado social) e até para conosco mesmos.
http://saopio.files.wordpress.com/2009/03/065padrepio.jpg
3. Exame de Consciência

1. deixei de rezar de manhã, de tarde e de noite?

2. faltei à S.Missa aos domingos (ao culto dominical)?

3. na Santa Missa fiquei de fora da Igreja?

4. fui à Santa Missa só para agradar a meus pais, à namorada?

5. fui à Santa Missa com roupas indecentes?

6. por minha culpa, cheguei tarde à Santa Missa?

7. por minha culpa, rezei mal, conversei na Igreja?

8. deixei de estudar a Religião?

9. duvidei de alguma verdade da Religião?

10. tive vergonha de praticar minha Religião?

11. perdi a fé em Deus?

12. fui ao espiritismo, macumba ou benzedeiras?

13. acreditei em horóscopo, acreditei em Iemanjá?

14. falei o NOME DE DEUS sem respeito?

15. jurei por Deus? Jurei falso?

16. blasfemei ou disse palavras injuriosas contra Deus?

17. fiz promessa e depois não quis cumprir?

18. não fiz a Páscoa? (confissão e comunhão)

19. sem necessidade, trabalhei nos domingos?

20. desobedeci, fui malcriado, xinguei meus pais?

21. com meu mau comportamento, entristeci meus pais?

22. pensei mal dos outros? Falei mal dos outros?

23. falei mentiras, fiz fofocas, fiz intrigas?

24. caluniei os outros em coisa grave?

25. roguei praga nos outros?

26. briguei sério com os outros?

27. guardei raiva, pensei em vingança?

28. xinguei os outros com palavras pesadas?

29. bati gravemente nos outros?

30. desejei um grande mal aos outros?

31. fui culpado do pecado dos outros?

32. convidei os outros para pecar?

33. maltratei os animais?

34. por querer, olhei e pensei coisas indecentes?

35. conversei e li coisas indecentes?

36. não afastei os desejos de fazer coisas indecentes?

37. fiz atos indecentes no meu corpo?

38. fiz atos indecentes com pessoas solteiras? Casadas?

39. tirei a honra de alguma menina?

40. provoquei os rapazes para fazer coisas indecentes comigo?

41. usei roupas indecentes?

42. assisti a filmes e novelas indecentes?

43. tomei parte em divertimentos perigosos para a minha moral?

44. namorei sem querer casar com a pessoa?

45. já pedi prova de amor à minha namorada?

46. já me entreguei ao meu namorado?

47. namorei pessoas casadas ou divorciadas?

48. tomei pílulas para não ficar grávida?

49. evitei filhos por meios proibidos pela Igreja?

50. liguei as trompas?

51. fiz aborto? (*)

52. aconselhei e ajudei alguém a abortar? (*)

53. roubei coisa importante e ainda não restituí?

54. comprei coisa roubada e ainda não entreguei ao dono?

55. dei prejuízo grande aos outros e ainda não paguei?

56. comprei e não paguei, pedi emprestado e não devolvi?

57. gastei dinhero à toa, fui ganancioso?

58. fui guloso, bebi e fiquei embriagado?

59. fumei maconha? Tomei bolinha? Usei outro tipo de droga?

60. por querer, abandonei os estudos ou o emprego?

61. vivo vadiando sem querer fazer nada?

62. fiz confissão mal feita e não reparei?

63. por querer, comunguei em pecado grave?

64. pequei, dizendo antes de pecar: ´depois vou me confessar´?

(*) ´ A Igreja considera o aborto provocado, qualquer que seja o método ou técnicas caseiras, um pecado gravíssimo. Impõe a excomunhão a todos os que tomam parte nele, consciente e voluntariamente (mulher, marido, amante, pai, familiares, médicos, farmacêuticos, enfermeiras, parteiras, etc.) ´ Código do Direito Canônico, Cân. 1398.

4. Eu Me Confesso

Depois do EXAME, eu rezo assim:

´Meu Deus, venho pedir perdão de meus pecados. Imploro vossa Misericórdia e vossa Graça para fazer uma boa confissão. Enviai´me o Espírito Santo para conhecer quanto pequei, as suas causas e os meis de os evitar. Amém.´
http://blog.cancaonova.com/ananeri/files/2008/04/libertacao.jpg
· Depois eu vou ao padre;

· O padre vai me perdoar em nome de Deus.

5. Eu Rezo o Ato de Contrição

´Meu Jesus, Crucificado por minha culpa, estou muito arrependido de ter pecado, pois ofendi a Vós, que sois tão bom, e mereci ser castigado neste mundo e no outro. Mas perdoai´me, Senhor, não quero mais pecar.´

6. Vou Mudar de Vida

· Vou rezar todos os dicas (Sermão da Montanha, Mt 6,6´13);

· Vou reler os Mandamentos (Jesus e o jovem, Lc 18,18´23);

· Vou seguir Jesus (Jo 14,15´17);

· Vou ler um bom livro (2Tim 3,16);

· Vou me confessar muitas vezes por ano.

7. Jesus Me Aconselha

· Filho, você pecou? Não volte ao pecado (Jo 8,11);

· Não faça o mal, e ele não cairá sobre você;

· Honre seu pai, para descer sobre você a minha bênção;

· Não despreze os conselhos de sua mãe (prov. 1,8);

· FUJA DO PECADO, como se foge de uma cobra (Mt 26,41).

Marcelo Braga.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Exaltação à Santa Cruz

A cruz tornou-se motivo de glória


A Festa da Exaltação da Santa Cruz é celebrada no dia 14 de setembro, recordando a doação definitiva de Jesus Cristo. A Cruz de Jesus é um mistério de Deus desde toda a eternidade e já foi manifestada a nós. A cruz, antes de tudo, é uma manifestação de amor, o grande mistério do derramamento do Espírito Santo. Quando o fiel olha para a Cruz de Cristo, ele vê o sacrifício. Não compare sacrifício com tristeza; o sacrifício é reflexo de Cristo.


A Festa da Exaltação da Santa Cruz é a Festa da Exaltação do Cristo vencedor. Para nós cristãos, o lenho sagrado é o maior símbolo de nossa fé. Quando somos apresentados à comunidade cristã, na cerimônia batismal, o primeiro sinal de acolhida é o sinal da cruz traçado em nossa fronte pelo ministro, pais e padrinhos, sinalando-nos para sempre com Cristo.


Celebrando a Festa da Santa Cruz, juntamente com o Crucificado somos elevados para o alto. Tão grande é o valor do madeiro sagrado, que quem o possui, possui um tesouro. Eu chamo-o justamente de tesouro, porque é, na verdade, de nome e de fato, o mais precioso de todos os bens. Nele está a plenitude da nossa salvação e por ele regressamos à dignidade original.


Foi na Cruz que Jesus Cristo ofereceu ao Pai o Seu Sacrifício. Por isso, é justo que veneremos o sinal e o instrumento da nossa libertação. Objeto de desprezo, patíbulo de infâmia, até o momento em que Jesus, obediente até a morte, nela foi suspenso. A Cruz tornou-se, desde então, motivo de glória, pólo de atração para todos os homens.


Ao celebrarmos essa festa, nós queremos proclamar que é da Cruz, sinal do amor universal de Deus, fonte de toda a graça (N.A., 4) que deriva toda a vida de Igreja. Queremos também manifestar o nosso desejo de colaborar com Cristo na salvação dos homens, aceitando a Cruz, que a carne e o mundo fizeram pesar sobre nós (G.S. 38).


A lenho sagrado não é uma divindade, um ídolo, feito de madeira, barro, bronze, mas ele é para nós santo e sagrado, porque dele pendeu o Salvador do mundo. Ele é o símbolo universal do cristão. Com orgulho e devoção ele é a nossa marca, o sinal de nossa identidade, vocação e missão. Traçando o sinal da cruz em nossa fronte, a todo o momento, nós louvamos e bendizemos a Santíssima Trindade, Pai e Filho e Espírito Santo, agradecendo o tão grande bem e amor que, pela Cruz, o Senhor continua a derramar sobre nós.


A Cruz é também a exaltação de Cristo; leia o que Ele próprio diz: “Quando Eu for exaltado, então atrairei todos a Mim” (João 12,32). Como você vê, o madeiro sagrado é a glória e a exaltação de Cristo. Celebrando a Festa da Exaltação da Santa Cruz, celebramos a vitória de Cristo, que nos possibilita desde agora celebrar a nossa futura glória no céu. Pois, se morremos com Cristo, cremos também que viveremos com Ele (cf. Romanos 6,9).

domingo, 2 de agosto de 2009

Que sentimento e Esse?


Na maioria das vezes encontramos pessoas que estão com um sentimento em seus corações que não sabem bem o que é. Algumas pessoas chamam de amor outras de paixão e tantos outros titulo acabam dando a este sentimento, ai vai da do momento em que se esta vivendo.
Hoje eu mesmo pude me deparar com o sentimento do amor ou da loucura assim poderia se dizer, pois no dia a dia caminhamos mais esquecemos que olhar as pessoas e situações que nos cercam,mais no momento em que paramos para analisar estas situações chegamos a conclusão que as pessoas realmente tem sede e fome de amor.Amor este que não custa e que dinheiro não pode pagar,este sentimento pode então diante destas situações e outras mais como possosentir amor se eu o odeio o por alguém que se esta vendo pela primeira vezes pela filha da madrinha ou tantas outras que só mesmo com uma pesquisa saberia te levar ao conhecimento.
Diante do sentimento que não se sabe o que fazer muitos acabam abandonando ele de lado,ou por terem experiencias negativas não querem mais buscar vive-lo novamente.Neste momento não se prenda a relações negativas mais busque com esta experiência não deixar que cometam o mesmo erro com sua pessoal novamente mais também ajude os outros a não viverem a mesma coisa que fez com que você sofre-se pois assim podemos ajudar as pessoas a serem felizes.Busque fazer alguém feliz e verás que serás muito mais feliz.
Mais do que nunca busque construir em sua vida algo bom constituir uma família fazer o outro feliz e assim ser feliz.Não há felicidade no abandono total de si para nada,neste momento que você se deixa levar pela vida e não busca mais viver a uma grande tristeza em seu coração mais se transforme em um grande vencedor lute e ganhe esta batalha sua consigo mesmo e tenha certeza se optares pelo amor por ser feliz verás que sua vida será transformada....
Busque a Felicidade e Faça os outras pessoas felizes...
Marcelo Braga.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Não me amas mais!

Amor é muito mais que um sentimento

Quanta angústia e até desespero quando se ouve do outro: “Não gosto mais de você!” O gostar é um sentimento. Nossos sentimentos podem mudar de um minuto a outro. Por exemplo, posso estar muito feliz, porém, se de repente recebo uma notícia ruim, torno-me muito triste. Dessa forma, meu sentimento, que era de alegria, agora é de tristeza. Mudou em segundos.
Se o amor for apenas um sentimento, então, ele é frágil e pode mudar ou acabar de uma hora para outra. Amor é muito mais que um sentimento.
Amar é um ato. Uma atitude em favor do outro.
Em I Coríntios 13, 5 diz: “O amor não busca os seus próprios interesses”. Ama aquele que não procura os seus interesses, mas, os do outro. Amar é uma ação, um movimento em favor e em direção ao outro.
Amar é uma atitude que alguém toma em favor e em direção ao outro, sem nada esperar, cobrar e exigir em troca (assim é o amor de Deus por nós: incondicional e desinteressado). Amar é uma atitude que precisa ser renovada todo dia e a todo instante.
Assim, se alguém não me ama hoje, se não está disposto a me amar hoje, poderá me amar amanhã. Da mesma forma, se eu não amo alguém, hoje, posso amá-lo amanhã. Se não amava os pobres, os moradores de rua, posso começar a amá-los. Assim como, pais que não amavam um filho podem começar a amá-lo.
Se você já não ama alguém, pode voltar a amá-lo no momento em que se decidir por isso. Tampouco existe amor não correspondido. Ele nunca depende do outro, apenas de quem se dispõe a amar.
O sentimento pode mudar como o vento, mas “o amor jamais acabará” (I Coríntios 13,8).
As etapas para o entendimento bíblico


Os perigos de uma leitura superficial



“Concedei a vosso servo esta graça: que eu viva guardando vossas palavras” (Salmo 118,17).

Segundo o documento da Comissão Pontifícia Bíblica: A interpretação da Bíblia na Igreja ainda que os estudiosos bíblicos tenham a função de interpretar as Sagradas Escrituras, esse trabalho não compete somente a eles, pois a leitura e a vivência dos textos bíblicos vão além das análises acadêmicas, já que os Livros Sagrados não são apenas um conjunto de livros históricos, mas, a Palavra de Deus.

E essa Palavra se torna atual e responde aos questionamentos e angústias do homem pós-contemporâneo. Por isso, a leitura e o estudo bíblico devem ser feitos por todos, uma vez que proporcionam uma experiência de fé prática e atual. Mas também é preciso tomar certos cuidados e ter critérios na leitura e na interpretação desses textos, para que não haja o risco de uma interpretação desvinculada e sem compromisso com a Tradição e com o Magistério da Igreja, pois ambos garantem um entendimento seguro das Sagradas Escrituras ao longo da história de fé do Povo de Deus.

Para isso, torna-se necessário tratar de algumas questões ligadas à exegese e à hermenêutica bíblicas. Mas não é preciso espanto, pois essas palavras [exegese e hermenêutica] estão mais presentes na prática bíblica do que se possa imaginar. E também não se trata aqui de um estudo científico, pois o uso dessa linguagem é para mostrar as etapas necessárias para um correto entendimento da Bíblia.

Comecemos, então, pela definição desses termos: “Exegese” é uma palavra que vem do grego e significa “explicação ou explanação”. É a arte de expor, de trazer para fora o sentido de um determinado texto. É um conjunto de técnicas e ferramentas utilizadas para entender e descobrir o significado de um texto. “Hermenêutica” já diz respeito à interpretação do que está escrito. É a apropriação que se faz do entendimento do texto para aplicá-lo no dia a dia.

Mas existe no meio do caminho entre a exegese e a hermenêutica um filtro. E que filtro é esse? A Doutrina da Igreja apresentada através do Catecismo da Igreja Católica. Esse procedimento de filtrar o estudo bíblico serve basicamente para duas coisas: não permitir os exageros e também para ampliar a interpretação quando esta é muito limitada. E, em geral, ele amplia muito mais do que reduz as interpretações, uma vez que são apresentadas outras possibilidades de entendimento do texto que talvez não tenham sido contempladas no estudo.

É como o antigo filtro de barro muito usado, especialmente, nas cidades pequenas e nas zonas rurais. Esse utensílio doméstico não é feito para reter a água, mas para purificá-la. Do mesmo modo, o “filtro” da Doutrina da Igreja não retém a nossa leitura bíblica, mas a deixa livre de impurezas que porventura possam ter surgido durante o momento de estudo [da Palavra de Deus]. Além disso, o filtro de barro possui a capacidade de deixar a água sempre fresca e pronta para ser consumida. Igualmente faz o “filtro” da Doutrina atualizando para nossos dias aquilo que lemos e interpretamos nas Sagradas Escrituras e deixando a mensagem bíblica pronta para saborearmos e utilizarmos no cotidiano.

Que se sigam essas três etapas para o entendimento bíblico: estudar com atenção, trazendo à tona o máximo de informações possíveis para um conhecimento mais aprofundado do texto bíblico – passar esse conteúdo pelo “filtro” da Doutrina a fim de purificar e atualizar o conteúdo – e aplicar a Palavra de Deus na própria vida.

Ler superficialmente o texto das Sagradas Escrituras, sem um mínimo de contextualização e sem consultar a Igreja, nos faz correr o risco de uma aplicação equivocada dele, podendo causar danos a nós mesmos e àqueles a quem o transmitimos. Daí a importância desses três momentos: estudo mais cuidadoso (exegese) – filtro da Doutrina (Catecismo) – interpretação e aplicação no dia a dia (hermenêutica).

terça-feira, 21 de abril de 2009

Rezar mais para rezar melhor
Quanto menos rezamos, menos vontade temos
Para aprender a rezar é preciso simplesmente rezar muito, saber recomeçar indefinidamente a rezar sem se cansar, mesmo se não há resposta imediata, mesmo se não há nenhum resultado aparente.
Uma vidente perguntou a nossa senhora: mãe, o que devemos fazer para rezar melhor?” nossa Senhora respondeu: “Rezar mais! “ .Quanto mais rezamos, mais vontade temos de rezar; quanto menos rezamos, menos vontade temos.
Quando eu era bebê, fui tomando por uma anemia profunda que passei muitos anos combatendo; tenho ainda desagradáveis lembranças dessa luta. O problema é que, por ter anemia, não sentia vontade de comer; por que não comia, tinha anemia, e por ter anemia, não sentia vontade de comer; e porque não comia, tinha anemia... e assim por diante. O ciclo não é só vicioso, é fatal.
O remédio era, querendo ou não, comer, comer, comer...
Lembro-me dos ovos crus e dos bifes de fígado crus, nada apetecíveis que eu comia a força. Era preciso afastar a anemia. O remédio é alimentar-se ainda que forçosamente e, se temos pessoas que nos amam a nossa volta, elas devem nos obrigar a comer para a nossa salvação.
Para o mal de deixar a oração, não há outro remédio senão recomeçar. Precisamos sair da inércia e retomar o nosso relacionamento com Deus, ainda que não tenhamos gosto para já. As pessoas muito ativas ajudariam mais a Igreja, deixariam Deus mais satisfeito, além de darem um bom exemplo se gastassem ao menos a metade do tempo empregadas nas boas obras, em permanecer com Deus na oração.
Márcio Mendes.

segunda-feira, 20 de abril de 2009


O segredo é perdoar
Devemos sempre nos lembrar de como Deus nos perdoou em Cristo




Para que uma mágoa, ou qualquer outro problema, se transforme em ressentimento dentro de nosso coração, precisamos alimentá-la com o murmúrio. Todos nós nos decepcionamos quando algo inesperado nos acontece. Isso é normal. O problema é que depois ficamos revivendo o fato e remoendo-o dentro do coração. O primeiro grande segredo para a cura de nossos ressentimentos é treinar o coração para perdoar sempre. Não importa se a pessoa nos ofendeu porque quis ou por descuido. Não importa se a pessoa nos machucou consciente ou inconscientemente. Não importa nem mesmo se ela é amiga ou inimiga; o segredo é perdoar. Perdoar sempre! Perdoar tudo o que nos fizeram! E para perdoar é totalmente fundamental declarar o perdão, manifestá-lo explicitamente.
“Antes, sede uns como os outros bondosos e compassivos. Perdoai-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou, em Cristo” (Ef 4,32).
“Suportai-vos uns aos outros e perdoai-vos mutuamente, toda vez que tiverdes queixa contra outrem. Como o Senhor vos perdoou, assim perdoai também vós. Mas, acima de tudo, revesti-vos da caridade, que é vínculo da perfeição” (Cl 3,13-14).
Para perdoar os outros devemos sempre nos lembrar de como Deus nos perdoou em Cristo. Devo perdoar quem me ofendeu, não porque eu seja bom ou a pessoa é boa. Devo perdoar não porque a pessoa mereça ser perdoada. Afinal de contas, se fomos tentar saber se a pessoa tem ou não tem culpa, se fez aquilo consciente ou inconscientemente, acabaremos por cair no murmúrio, até porque naquele momento nosso coração está ferido e machucado, e numa situação assim, ninguém consegue pensar corretamente. Logo, para evitar qualquer possibilidade de alimentar a mágoa, o segredo é perdoar imediatamente. E perdoar como o Senhor nos perdoa. Para isso é preciso revestir-se da caridade.
Caridade não é dar alguma coisa a alguém. Isso é filantropia. Caridade é dar-se inteiro a alguém que não merece! Foi isso que Jesus fez por mim e por você. Foi isso que o Senhor fez pela humanidade inteira. Ele se ofertou, inteiramente, a todos, inclusive àqueles que estavam sendo usados para crucificá-Lo: “Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem” (Lc 23,34).
Somente pelo perdão vivido explicitamente é que nos tornamos, de fato, filhos e filhas de Deus. Enquanto não perdoamos, estamos vivendo como se fôssemos adotados pelo "encardido" [maligno]. Aliás, muitas vezes, nos comportamos assim.
É preciso perdoar sempre e perdoar escpecialmente os que não merecem nosso perdão. Esse é o segredo que nos faz agir como filhos e filhas de Deus.
Do livro 'A cura do ressentimento' Pe. Leo