Alegria como fruto da bem-aventurança da submissão!
Madre Teresa não temia assumir um compromisso tão sério, embora isso implicasse em renunciar à sua própria vontade a cada momento. Sabia que Deus a amava, e confiava que Sua vontade com relação a ela seria sempre uma expressão desse amor infalível, por muito difícil, ou mesmo impossível que pudesse ser, às vezes, entender os Seus desígnios. Consequentemente, mesmo quando parecia que o desafio ia além das suas capacidades, as experiências prévias – de que Deus nunca lhe tinha falhado – lhe asseguravam de que ela poderia correr o risco mais uma vez. Só essa certeza de ser incondicionalmente amada poderia ter lhe dão suficiente confiança para abandonar-se a Deus de forma tão completa e sem reserva. “Sob pena de pecado mortal” [devido o voto assumido de dar a Deus uma coisa muito bonita e sem reservas, ou seja, dar a Deus qualquer coisa que Ele possa pedir, “não lhe recusar coisa alguma”] era Madre Teresa, realmente, sem reservas.
A gravidade do compromisso não a abateu nem lhe tirou a alegria. Pelo contrário, “era muito divertida” e “apreciava tudo o que se passava”. A alegria de Madre Teresa não era apenas uma questão e temperamento; era fruto da “bem-aventurança da submissão” que vivia. “Quando vejo uma pessoa triste”, ela costumava dizer, “sempre penso que está recusando alguma coisa a Jesus”. Era em dar a Jesus o que Ele pedisse que ela encontrava a sua mais profunda e mais duradoura alegria; ao lhe dar alegria, ela encontrava a sua própria alegria.
Dizia Madre Teresa: “A alegria é sinal de uma pessoa generosa e mortificada que, se esquecendo de todas as coisas, incluindo de si própria, tenta agradar ao seu Deus em tudo o que ela faz pelas almas. A alegria é muitas vezes uma capa que esconde uma vida de sacrifício, de contínua união com Deus, de fervor e generosidade. Uma pessoa que tem este dom da alegria, com grande frequência atinge um elevado grau de perfeição. Porque “Deus ama aquele que dá com alegria” (cf. II Cor 9,7) e aproxima do Seu coração a religiosa [todo aquele] a quem ama (Explicação das Constituições Originais).
Fonte: KOLODIEJCHUK, Brian. Madre Teresa, venha, seja minha luz, Thomas Nelson Brasil, 2008, Cap.2. – A HISTÓRIA E OS ESCRITOS MAIS IMPRESSIONANTES DA “SANTA DE CALCUTÁ”.

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